Por leonardo.rocha

Madri - Milhares de pessoas se manifestaram neste sábado no centro de Madri, Espanha, contra a reforma da lei do aborto que está sendo articulada pelo governo e que restringe a interrupção da gravidez aos casos de estupro ou risco de morte para a mãe.

Os manifestantes, a maioria mulheres, levavam galhos de rude eperejil (duas plantas usadas antigamente para provocar a interrupção da gravidez). Com o cartaz ''Aborto livre, nós decidimos'', milhares de pessoas marcharam pelo centro da capital espanhola pedindo a renúncia do ministro da Justiça, Alberto Ruiz-Gallardón, que propôs a reforma.

Se aprovada a nova lei restringirá o direito ao aborto a situações específicas em vez do atual sistema de prazos, que permite a interrupção da gravidez livremente até a semana 14. Membros do Movimento Feminista de Madri, que convocaram o protesto, dividiram entre os participantes galhos de rude e perejil para simbolizar que com o anteprojeto de lei elaborado pelo governo do Partido Popular (de centro-direita) as mulheres terão que voltar a fazer uso deste tipo de método abortivo que era usado clandestinamente.

"As mulheres que não têm dinheiro estarão fadadas a um aborto inseguro que pode acabar em morte", declarou a Agência Efe Laura Montero, porta-voz do Movimento Feminista Madri.
Ao término da manifestação foi lido um manifesto a favor do aborto livre no qual se pede, entre outros assuntos, a retirada do projeto de lei e que se reconheça o direito a decidir sobre o próprio corpo da mulher "sem exclusão".

A manifestação de Madri aconteceu simultaneamente em mais de uma dezena de cidades espanholas, como Barcelona, Bilbao, Cádiz e Santander, e em outras capitais europeias como Londres, Dublin e Lisboa.

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