Governo venezuelano pede prisão de líder opositor após três mortes em protestos

Simpatizantes e opositores do presidente, Nicolás Maduro, saíram às ruas em todo o país gritando frases de apoio ou crítica a seu governo

Por O Dia

Venezuela - O governo venezuelano ordenou na madrugada desta quinta-feira a prisão de um líder opositor, depois que o presidente Nicolás Maduro chamou os protestos estudantis que deixaram três mortos, de "golpe de Estado". O procurador geral do país havia confirmado a morte de um estudante e um líder comunitário governista. Porém, o presidente da Assembleia Nacional, Diosdado Cabello, realatou sobre outro jovem, que morreu baelado na cabeça.

A juíza Ralenys Tovar solicitou ao Serviço Bolivariano de Inteligência a detenção do opositor Leopoldo López, acusado de homicídio, lesões graves e associação para delinquir, de acordo com o jornal “El Universal”. A porta-voz de López afirmou que não tinha informações sobre o ocrrido.

Ao menos 23 pessoas ficaram feridas e pelo uma estudante está em estado grave, com danos cerebrais, após ser atingida por um tiro na cabeça. Até o momento, quatro veículo da polícia foram queimados, 25 pessoas foram presas e escritórios do governo foram vandalizados.

Manifestante morto é levado após tiros serem ouvidos durante um protesto anti-governo em CaracasReuters


Protestos

Milhares de simpatizantes e opositores do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, saíram às ruas em todo o país na quarta-feira gritando frases de apoio ou crítica a seu governo. Houve manifestações oposicionistas, coloridas e com grande número de participantes em Caracas e nas cidades mais populosas do país petrolífero, com queixas contra o elevado custo de vida, a escassez de produtos e a insegurança, e pedindo a libertação de várias pessoas presas nos últimos dias.

Nas últimas semanas, grupos encabeçados pela ala mais radical da oposição, composta por Leopoldo López, a deputada María Corina Machado e o prefeito de Caracas, Antonio Ledezma, saíram às ruas para protestar contra o governo de Maduro, provocando enfrentamentos violentos com as forças de segurança.

Manifestantes protestam contra governo de Nicolás Maduro em CaracasReuters


Maduro, um ex-motorista de ônibus e sindicalista, afirmou que as manifestações pretendem destituí-lo do poder, apenas dez meses depois de ter assumido o cargo. Em 2002, protestos massivos da oposição terminaram levando a um breve golpe de Estado que tirou do poder o falecido presidente Hugo Chávez por 36 horas, mas o líder voltou respaldado por um grupo leal do Exército e graças a partidários que inundaram as ruas pedindo a sua permanência no cargo.

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