Mercosul dá ‘total apoio’ a presidente venezuelano

Maduro acusa três diplomatas americanos de conspiração e os expulsa do país

Por O Dia

Venezuela - Os países do Mercosul emitiram comunicado ontem dando “apoio total” ao presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, após duas semanas de protestos violentos nas ruas, que acabaram com as mortes de três estudantes. O documento cita os “recentes atos de violência” e a “tentativas de desestabilizar a ordem democrática” no país.

“Rejeitamos as ações criminosas de grupos violentos que querem disseminar a intolerância e o ódio na Venezuela, como instrumento de luta política”, diz o comunicado do Mercosul.

Horas antes, Maduro anunciara pela TV estatal a expulsão de Caracas de três diplomatas dos EUA. Eles foram acusados de conspirar contra o governo, com universitários venezuelanos. O presidente afirmou que os funcionários consulares vinham se reunindo com os estudantes com a “desculpa” de oferecer-lhes vistos para os EUA.

“Nosso governo declara como personas non gratas, que têm 48 horas para abandonar o país, Breean Marie Mc Cusker, exercendo funções de vice-cônsul na Venezuela; o cidadão Jeffrey Gordon Elsen, secretário da embaixada dos EUA em Caracas; e Kristopher Lee Clark, segundo secretário”, disse o chanceler venezuelano Elías Jaua.

“As alegações de que os EUA estão ajudando a organizar os manifestantes na Venezuela são falsas e sem fundamento”, disse a porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, Jen Psaki.

Polícia impede passeata na capital

Uma passeata estudantil até a Comissão Nacional de Telecomunicações da Veneuzela, em Caracas, foi impedida ontem por homens da Guarda Nacional e da polícia, a um quarteirão do local. Mesmo assim, os universitários gritaram frases contra o governo e a Comissão, acusando-os de censurar informações. Milhares de pessoas — a maioria jovens de universidades — têm protestado contra a insegurança, a inflação, a falta de produtos e a detenção de estudantes. O governo afirma que as manifestações são parte de um “golpe de estado fascista” e acusa grupos de ultradireita.

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