Por fernanda.magalhaes
Publicado 20/02/2014 00:03 | Atualizado 20/02/2014 00:11

Líbano - Pelo menos seis pessoas morreram e 100 ficaram feridas nesta quarta-feira após duas explosões registrada no bairro de Bir Hassan, no sul de Beirute, informou ministro de Saúde libanês, Wael Abu Faur.

Os atentados ocorreram próximo da embaixada do Kuwait e de um centro cultural iraniano, assim como dos escritórios da televisão iraniana "Alalam", disseram à Agência Efe fontes policiais.

O grupo jihadista Brigadas Abdullah Azzam, vinculado à Al Qaeda, reivindicou a autoria do ataque e ameaçou o Irã e o grupo xiita libanês Hezbollah de praticas novas ações.

Em sua conta oficial de Twitter, a organização afirmou que o atentado foi uma "dupla operação de martírio em resposta à luta do partido do Irã (Hezbollah) junto ao regime criminoso na Síria".

Homem observa o exterior de uma das sacadas atingidas pelo impacto de um ataque a bomba em Beirute%2C no LíbanoReuters

Equipes de emergência foram para Bir Hassan para apagar o fogo gerado pelas explosões, enquanto forças de segurança libanesas cercaram a zona.

Ainda não está claro como foram realizado os atentados, mas os meios de comunicação libaneses disseram foram utilizados carros ou motos-bomba.

As explosões causaram grandes danos materiais em edifícios e veículos no bairro, considerado um reduto do grupo xiita Hezbollah.

Há apenas quatro dias, após dez meses de consultas, formou-se o novo governo libanês, integrado por ministros de distintas forças políticas, entre elas o Hezbollah.

Os atentados contra posições e fortificações do grupo xiita aumentaram nos últimos meses como represália pela participação do grupo nos combates na Síria ao lado do regime de Damasco.

"Continuaremos, com o apoio e a força de Deus, atacando o Irã e seu partido no Líbano em seus centros de segurança, políticos e militares até que se cumpram duas justas reivindicações", advertiu o grupo jihadista.

Um menino de um escola onde há diversos feridos recebe tratamento dentro de ambulância no local da explosão perto do Centro Cultural Iraniano%2C no subúrbio de BeiruteReuters

A primeira exigência é a retirada dos combatentes do Hezbollah da Síria a segunda a libertação dos "presos muçulmanos" no Líbano, uma alusão aos salafistas detidos nos últimos meses.

As Brigadas Abdullah Azzam reivindicaram a autoria de vários atentados recentemente, entre eles o perpetrado contra a embaixada iraniana em Beirute em 19 de novembro do ano passado, que terminou com 24 mortos e 147 feridos.

Consideradas o braço da Al Qaeda no Líbano, as brigadas começaram a operar em 2009 e devem seu nome ao mentor de Osama bin Laden, um clérigo palestino da Jordânia considerado o impulsor da jihad global.


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