União Europeia discute sanções aos responsáveis por violência na Ucrânia

Reunião em caráter de urgência visa congelar entrada de novos membros no bloco e a atuação dos responsáveis pela violência

Por O Dia

Ucrânia - A União Europeia tentará acordar, em caráter de urgência, imposição de sanções contra os responsáveis pela violência e o uso excessivo da força na Ucrânia, disse o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Barroso. As medidas, a serem discutidas em reunião com os membros das 28 nações do grupo nesta quarta-feira, incluem banir a entrada de oficiais já em curso para integrar o bloco econômico e congelar as vagas dos países que já participam da UE.

"Esperamos que medidas contra os responsáveis pela violência e o uso excessivo da força possam ser acordadas pelos nossos Estados-membros em caráter de urgência", disse Barroso em comunicado. "Pedimos a todas as partes que ponham fim à violência imediatamente e se engajem em um diálogo significativo, respondendo às aspirações democráticas do povo ucraniano", acrescentou ele.

Manifestações violentas

A violência dos protestos na terça-feira foi a pior dos últimos três meses de manifestações contra o governo ucraniano. O ministro do interior da Ucrânia, Vitaliy Zakharchenko, divulgou que houve pelo menos 25 mortos nos conflitos, entre eles sete policiais, 14 civis, incluindo três atingidos por disparos, e um jornalista.

As manifestações paralisaram a capital Kiev em uma luta sobre a identidade da nação, dividida entre leais à Rússia e aos grupos prol Ocidente. A onda de protestos é a pior da história do país no período pós-soviético. O Kremlin disse que as manifestações enchem de incerteza o futuro da Ucrânia ao que descreveu como uma "tentativa de golpe", mas criticou o Ocidente pela alta escala de violência.

Nesta quarta-feira, o presidente Viktor Yanukovych culpou os manifestantes pela violência excessiva e disse que os líderes da oposição "cruzaram a linha quando ele chamou as pessoas para os braços".

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