Por fernanda.magalhaes

Ucrânia - O Ministério da Saúde da Ucrânia cifrou nesta quinta-feira em 75 pessoas o número oficial de mortos durante os distúrbios registrados nos últimos dois dias.

Os partidos da oposição por sua parte situam em quase 100 o número de mortos apenas na sangrenta jornada desta quinta-feira.

Pelo menos 363 pessoas foram hospitalizadas, segundo os dados atualizados das autoridades sanitárias do país.

Manifestantes ajudam companheiro ferido durante enfrentamentos com a polícia antimotim na Praça da Independência%2Cem KievEFE

Entre os mortos estão 13 policiais, segundo o Ministério do Interior, que também denunciou a tomada como reféns pelos manifestantes de 67 de seus soldados.

O ministro do Interior ucraniano, Vitali Zajarchenko, ordenou nesta quinta a entrega de armas de combate aos policiais e advertiu que a lei lhes permite utilizá-las contra os extremistas.

"Nesta quinta se abriu fogo contra os soldados policiais com armas de fogo. Nas ruas morrem não apenas os agentes da ordem, mas os cidadãos pacíficos", denunciou.

A mesma advertência foi lançada pelo Ministério da Defesa, que lembrou que os soldados podem usar suas armas para defender sua vida e as instalações militares.

A fracassada trégua negociada nesta quarta-feira entre o presidente da Ucrânia, Viktor Yanukovich, e os líderes das três formações daoposição, indica que os políticos perderam o controle da situação.

Os franco-atiradores semearam nesta quinta o terror nas ruas do centro de Kiev, onde os disparos se somaram ao barulho de paus, barras metálicas e coquetéis molotov nos enfrentamentos entre manifestantes e policiais.

Os três ministros das Relações Exteriores da União Europeia(UE) deslocados a Kiev para mediar entre o governo ucraniano e a oposição prolongarão até esta sexta-feira sua estadia para tentar obter avanços na negociação de uma saída política à crise.

Os titulares de Relações Exteriores de Alemanha, Frank-Walter Steinmeier, França, Laurent Fabius, e Polônia, Radoslaw Sikorski, se reuniram nesta quinta-feira durante mais de quatro horas com Yanukovich, para propor um roteiro que atalhe o conflito que assola o país desdenovembro, enquanto em Bruxelas seus colegas aprovavam a imposição de sanções.

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