Por tamara.coimbra

Ucrânia - Manifestantes a favor da Rússia e da Ucrânia que se enfrentaram nesta quarta-feira perante o Parlamento da república autônoma da Criméia (de maioria russa), na cidade de Simferopol, começaram a deixar o local após a intervenção de seus respectivos líderes.

Antes, entre as milhares de pessoas congregadas dos dois grupos opostos, tinham sido registrados enfrentamentos e tinha ocorrido lançamento de pedras, garrafas e paus, choques que, de acordo com informações não confirmadas, teriam deixado um morto. Segundo meios de comunicação locais e russos, foi escutada uma detonação e um grupo de manifestantes tentou invadir a Rada Suprema (legislativo) que devia debater se reconhece ou não as novas autoridades da Ucrânia.

Ativistas pró-Rússia empurram manifestantes durante um protesto em Simferopol%2C na região da CriméiaEFE

Perante a tensa situação, o líder dos tártaros da Criméia, Rifaat Chubarov, representante desta minoria propícia à permanência desta península na Ucrânia, saiu da Rada e pediu a seus partidários que se dissolvessem de forma "pacífica e organizada" e que retornassem a suas casas. "Vamos fazer isso de forma muito organizada. Fizemos muito, não permitimos um conflito. Dizemos que a Criméia ganhou", assegurou.

"Voltem para suas casas, falem com nossos moradores, russos, ucranianos, gente de outras nacionalidades, decidam que não é preciso criar nenhum conflito de autodefesa. Vocês, todos juntos, protejam igrejas e mesquitas, vigiem os cemitérios, patrulhem as escolas. Façam isso juntos".

O líder tártaro (uma minoria de religião muçulmana) anunciou também que a sessão parlamentar desta quarta-feira seria adiada.

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