Por bferreira

Venezuela - Estações de metrô de Caracas, na Venezuela, fecharam ontem as portas, e linhas de ônibus tiveram seus trajetos alterados, devido ao medo de novos episódios de violência em manifestações contra o governo do presidente Nicolás Maduro. Estudantes ligados à oposição convocaram novos protestos, e bloquearam ruas em várias cidades. Em quase três semanas, 15 pessoas morreram em distúrbios, entre elas um jovem motociclista que foi degolado, sexta-feira, ao tentar passar por uma barricada.

Maduro acusa o general Angel Vivas — que está com ordem de prisão expedida e resiste em casa, armado com fuzil — de “treinar” radicais para estenderem cabos metálicos entre postes, nos bloqueios de ruas. Alguns motoqueiros já chegaram a ser derrubados pelos obstáculos, e Elvis Rafael Durán, 29 anos, morreu degolado no leste de Caracas.

Ontem, a Coalizão de Organizações pelos Direitos Humanos nas Américas, que tem 52 ONGs de 16 países, entre elas a Anistia Internacional, repudiou a situação. Em nota, advertiu que o “uso da força letal e das armas de fogo por parte de funcionários do governo deve ser excepcional e estar limitado pelos princípios de proporcionalidade, necessidade e humanidade”.

Segundo balanço do governo, das 15 pessoas mortas, cinco foram baleadas no crânio, outra foi atingida por bala de borracha no rosto e a sétima sofreu ferimentos fatais na cabeça. Nove dos mortos eram manifestantes, que teriam sido mortos por policiais ou grupos paramilitares ligados ao governo. Os demais morreram em circunstâncias ainda não apuradas.

Ontem, o governo de Maduro anunciou o nome de Maximilian Arveláez para comandar a embaixada venezuelana nos EUA. Ex-embaixador da Venezuela no Brasil, ele terá a missão de tentar recuperar a relação entre seu país e os EUA.

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