Por thiago.antunes

Vaticano - O Papa Francisco deu nesta sexta-feira mais uma declaração que indica que a Igreja Católica poderá tomar novos rumos. Durante a homilia, na missa diária que realiza no Vaticano, ele pediu que casais separados não sejam excluídos e condenados. “Quando o amor fracassa, e fracassa muitas vezes, devemos sentir a dor desse fracasso, acompanhar a pessoa que tenha sentido o fracasso de seu amor”, declarou.

“Não devemos condená-los! É preciso caminhar com eles!”, entusiasmou-se. Segundo o serviço de informação da Santa Sé, o Papa também chamou a atenção para a tendência de “apontar o dedo” em direção àqueles que não conseguiram manter o matrimônio, e a de fazer deste fato “um caso de estudo”. “Por detrás dessas posturas há sempre uma armadilha. Contra as pessoas, contra Deus, sempre!”, disse.

A fala de Francisco vem a público no momento em que a Igreja Católica está debatendo a possibilidade de os divorciados poderem voltar a se casar.

Papa vem promovendo reformas na Igreja%2C sempre com polêmicaReuters

Comunhão

O tema é polêmico dentro do Vaticano. Uma das questões seria o direito de os divorciados participarem da comunhão nas missas. Os assuntos vêm sendo discutidos em reuniões com cardeais e bispos, em preparação para o Sínodo extraordinário de outubro.

Na pregação, o Papa Francisco enalteceu as belezas do matrimônio, no qual “o homem deixa pai e mãe e se une à sua mulher e os dois formam uma só carne”. Segundo ele, o casamento é a “obra-prima da criação”.

Apesar das palavras do Papa, o cardeal alemão Ludwig Mueller, prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, deixou claro que é impossível mudar as normas, e que as pessoas devem parar de pensar no casamento como “festa na igreja”.

Você pode gostar