Por camila.borges

Moscou - A Rússia disse neste sábado que não deixará de atender ao pedido de ajuda feito pelo primeiro-ministro da república autônoma da Crimeia, Sergei Aksionov, ao presidente Vladimir Putin para pacificar a região.

A resposta de Moscou à solicitação das autoridades da Crimeia, região ucraniana cuja maioria da população é de origem russa, veio através de uma breve declaração divulgada pelas agências russas, que citam uma fonte do Kremlin.

Minutos antes, o chefe do executivo da Crimeia pediu ajuda a Putin para restabelecer a paz e a tranquilidade na região, em um comunicado no qual também anunciou sua decisão de pôr todas as forças de segurança locais sob seu controle pessoal.

Militares perto do edifício da Crimeia, parlamento autonomia em Simferopol%2C na UcrâniaEfe

Aksionov foi nomeado primeiro-ministro no último dia 27 pelo Parlamento da Crimeia, que destituiu o governo anterior e, além disso, aprovou a convocação de um referendo para ampliar a autonomia da região, que será realizado no dia 25 de maio.

'Como chefe do Conselho de Ministros da república autônoma da Crimeia, e no exercício dos poderes que me foram delegados pela Rada Suprema (legislativo) da Crimeia, tomei a decisão de pôr temporariamente sob meu controle as unidades e grupos militares do Ministério do Interior, do Serviço de Segurança, das Forças Armadas, do Ministério de Situações de Emergência, da Frota, do Ministério Público e da Guarda de Fronteiras', afirmou Aksionov.

O chefe do Executivo autônomo justificou sua decisão dizendo que ocorreram distúrbios na região com o uso de armas de fogo e as estruturas de segurança são incapazes de restabelecer a ordem de maneira efetiva.

O primeiro-ministro também considerou ilegal a designação, por parte das autoridades centrais de Kiev, do novo chefe de polícia da Crimeia, Igor Avrutski, em um novo episódio da crescente tensão entre as autoridades pró-Rússia dessa região e o novo governo ucraniano.

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