Por bferreira

Rio - Cinco minutos para quem teve um parada cardíaca pode significar a diferença entre a vida e a morte. Para evitar que um mal súbito vire óbito, uma lei vai exigir que academias de ginástica disponham de desfibrilador portátil e de técnicos aptos a utilizá-lo. O projeto está em fase final de aprovação na Câmara dos Deputados e, se aprovado, dará prazo de seis meses para os estabelecimentos se adaptarem.

A morte de um jovem numa academia, na Paraíba, deu origem ao projeto de lei, do deputado Leonardo Gadelha (PSC-PB). A ideia é que, com equipamento e pessoal especializados, haja segurança para os frequentadores de academias. O desfibrilador é um aparelho eletrônico que trata arritmias cardíacas com aplicação de corrente elétrica, fazendo com que o coração retome os batimentos normais.

Estudos apontam que, se alguém apto a fazer os primeiros socorros estiver presente, é possível alcançar mais de 70% de sobrevida, segundo entrevista do cardiologista Sérgio Timerman ao portal ‘Dr. Drauzio’. Nas academias, a grande concentração de pessoas reunidas para praticar exercícios aumenta as chances de uma parada cardiorrespiratória no local, segundo o parlamentar. “Grande parte das pessoas fica com batimentos cardíacos mais acelerados neste locais”, diz.

O cardiologista Pedro Henrique Portugal, do Hospital Badim, acrescenta a essa equação de risco mais um elemento. “Alguns locais não fazem a triagem adequada dos candidatos à prática, e, assim, permitem que façam exercícios não recomendadas para seu estado de saúde”, alerta. “Alguns nem sabem que têm problemas cardíacos e passam mal porque fazem esforços maiores do que poderiam”.

Avaliação médica é indispensável

Os fatores cardiovasculares de risco, como sedentarismo e tabagismo, podem não ser suficientes para afastar pessoas das práticas físicas. Mais importante que fazer exercícios ou não é saber se o indivíduo está apto àquele tipo específico de esforço, de acordo com o especialista Pedro Henrique Portugal. “Há gente apta à hidroginástica com carga moderada, mas não intensa. Outras não podem musculação. Daí a importância de uma avaliação médica prévia”.

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