Por bianca.lobianco

Ucrânia - Membros de um grupo pró-russo arrastaram uma integrante do Femen para longe de um ato a favor do presidente Vladimir Putin, que ocorreu na Ucrânia nesta quinta-feira. A mulher do grupo feminista, que protesta com os seios à mostra, gritava palavras de ordem contra o chefe de estado, que estava no parlamento da Crimeia, onde foi aprovado a convocação de referendo no dia 16 de março para saber que a Crimeia se reunificará a Rússia como parte da federação do país de Putin.

Integrante do Femen é retirada de ato pró-RússiaReuters

A integrante do Femen surgiu no meio do ato com a frase 'parem com a guerra' escrita no peito. Rapidamente, dois homens pegaram a mulher pelos braços e a retiraram do local. Já vestida, mas com parte dos seios aparecendo, ela chemou a atenção de reporters e fotógrafos, que registraram o protestto dela. Mesmo detida, ela continuou gritando palavras de ordem contra o presidente russo.

O presidente do legislativo ucraniano, Vladimir Konstantinov, afirmou que a resolução adotada pela Câmara deverá ser referendada na consulta. "A decisão de hoje (quinta-feira) foi adotada pelos deputados como uma política de responsabilidade. Expressaram-se unanimemente pela unificação com a Rússia, e esperamos que a consulta de 16 de março referende nossa decisão. Nós vivemos aqui e entendemos melhor a situação", afirmou.

O presidente russo, Vladimir Putin, já foi informado do desejo da Crimeia de fazer parte da Federação Russa, afirmou o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, citado pela televisão estatal local. O Parlamento desta república autônoma da Ucrânia tinha convocado, em sessão a portas fechadas, um referendo sobre "a ampliação da autonomia" da Crimeia em 27 de fevereiro, o mesmo dia em que se designou um governo leal a Moscou, enquanto o Congresso estava tomado por um grupo armado pró-Rússia.

A Crimeia tem dois milhões de habitantes, dos quais 60% são russos, 26% ucranianos e 12% tártaros, que são favoráveis a manter a região na Ucrânia. As novas autoridades de Kiev não reconhecem o governo da Crimeia, que por sua vez considera ilegítimo o executivo central e seguem considerando como presidente da Ucrânia o deposto Viktor Yanukovich, refugiado na Rússia.

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