Por julia.sorella

Roma - O secretário de Estado dos Estados Unidos, John Kerry, afirmou nesta quinta-feira que "Crimeia é Ucrânia", anunciou sanções "também econômicas" para quem ameaçar a soberania desse país e voltou a pedir à Rússia que dê "marcha a ré".

Kerry fez as declarações nesta quinta durante uma entrevista coletiva em Roma, após a conferência sobre a Líbia que reuniu na capital italiana 30 representantes de países e de organizações internacionais.

Sobre a decisão tomada nesta quinta-feira pelo Parlamento da Crimeia de aprovar a incorporação à Rússia e de convocar um referendo a respeito para odia 16 de março, Kerry assegurou que "Crimeia é Ucrânia" e que a consulta "violaria" o direito internacional. "Crimeia é Ucrânia. Cada referendo deve ser coerente com o direito vigente no país, neste caso a Ucrânia, e a consulta da Crimeia não só violaria a Constituição ucraniana mas também o direito internacional".

Do mesmo modo, aludiu a sua reunião deste meio-dia com o ministro das Relações Exteriores russo, Serguei Lavrov, com quem afirmou que mantém uma "relação profissional" nestes momentos baseada em um "forte desacordo". "A relação com Lavrov é como a que mantenho com outros ministros das Relações Exteriores: profissional (...). Esse momento é de forte desacordo, mas tentaremos encontrar uma solução, do mesmo modo que ocorreu com o conflito das armas químicas da Síria", explicou.

No entanto, Kerry disse ter chegado a um acordo com um colega russo "para se manter em contato para ver se há espaço para se sentar e negociar". Além disso, o representante afirmou que, "enquanto se reservam o direito de adotar medidas excepcionais", sua intenção é de que o presidente russo, Vladimir Putin, compreenda que a preferência dos EUA é de "retornar a uma situação de respeito aos direitos e à integridade dos ucranianos".

O americano também parabenizou a União Europeia (UE) por sua postura unânime em relação à crise ucraniana. "A UE cooperou da melhor forma, de modo cuidadoso e com uma comunicação constante. Acho que não houve divergências entre seus Estados-membros na hora de proteger a soberania e a integridade territorial da Ucrânia", considerou.

Após a entrevista coletiva, Kerry será recebido pelo primeiro-ministro da Itália, Matteo Renzi, e pela ministra de Relações Exteriores, Federica Mogherini, com quem terá um jantar de trabalho.

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