Por karilayn.areias

Rio - O governo do presidente Barack Obama impôs novas restrições de visto nesta quinta-feira contra adversários pró-russos que se opõem ao novo governo da Ucrânia em Kiev, e abriu o caminho para futuras sanções financeiras, enquanto o ocidente começa a punir Moscou por se recusar a tirar suas tropas da região ucraniana da Crimeia.

Obama assinou a ordem que fala em congelamento de bens e restrições de vistos de viagens aos EUA contra os envolvidos em ações que ameacem a soberania e a integridade territorial da Ucrânia. O documento visa punir russos e ucranianos responsáveis pela incursão russa na região da Ucrânia, uma crise que fez renascer tensões no estilo da época da Guerra Fria.

Obama assinou ordem que fala em congelamento de bens e restrições de vistos de viagens aos EUA contra os envolvidos em ações que ameacem a soberania da UcrâniaEfe

A ordem, disse a Casa Branca em um comunicado, é "uma ferramenta flexível que vai nos permitir impor sanções contra aqueles que estão mais diretamente envolvidos na desestabilização da Ucrânia, incluindo a intervenção militar na Crimeia, e não exclui novas medidas se a situação se deteriorar".

Essas novas restrições atingem um número não especificado e não identificado de pessoas e entidades que a administração de Obama acusa de ameaçar a soberania da Ucrânia e suas fronteiras territoriais.

A ordem foi anunciada em Washington, como o secretário de estado norte-americano John Kerry ressaltou durante reunião com o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, em Roma, à margem de um fórum diplomático sobre a Líbia.

As sanções antecipadas penalizarão “Aqueles que estão mais diretamente envolvidos em desestabilizar a Ucrânia, incluindo a intervenção militar na Crimeia, e não exclui novas medidas caso a situação se deteriore”, disse o comunicado da Casa Branca.

Crimeia

A Crimeia é uma península que abriga a base naval russa e é histórica e culturalmente uma fortaleza da Rússia. Líderes do governo local agora tentam se separar da Ucrânia. Nesta quinta-feira, eles definiram que no dia 16 de março haverá um referendo onde será decidido se a província deve ou não se tornar parte da Rússia.

Você pode gostar