Por thiago.antunes

Moscou (Rússia) - Cerca de 65 mil pessoas fizeram manifestação em Moscou, ontem, para dar apoio aos habitantes da Crimeia, península ucraniana cujas autoridades pediram anexação à Rússia esta semana. Havia, no evento, perto da Praça Vermelha, bandeiras e cartazes em que se lia ‘A Crimeia é terra russa’.

No mesmo dia, cerca de 40 militantes armados invadiram com um caminhão uma base de mísseis do Exército ucraniano na Crimeia. O grupo, pró-Rússia, tomou o controle do local. Após conversas com os militares ucranianos, aceitou deixar a base.

Dominado por pró-russos, o Parlamento da Crimeia pediu quinta-feira a Vladimir Putin, presidente da Rússia, que anexe a península ucraniana. E também anunciou a realização de um referendo, dia 16 de março, em que eleitores deverão escolher entre integrar a Rússia ou ter maior autonomia.
O Parlamento russo declarou ontem que apoiaria a “escolha histórica” da Crimeia.

Cerca de 65 mil pessoas compareceram a manifestação na Praça Vermelha%2C em Moscou%2C capital russa Efe

Já o presidente interino da Ucrânia, Olexander Turtchinov, denunciou “crime” contra seu país, “cometido pelos militares russos”, e anunciou o lançamento de um processo de dissolução do Parlamento da península. Turtchinov substituiu o presidente Viktor Yanukovich, deposto após o massacre de 82 manifestantes, mês passado, em Kiev. Ele foi expulso do poder após decidir se aproximar mais da Rússia, em detrimento de estreitar relações com a União Europeia.

Grupos armados favoráveis à reunificação com Moscou também impediram ontem a entrada de militares europeus desarmados na Crimeia. Além disso, a companhia russa de gás Gazprom ameaçou cortar o fornecimento à Ucrânia por falta de pagamento.

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