Por joyce.caetano

Havana - Autoridades do Ministério do Exterior em Roma e Viena informaram neste sábado que os dois cidadãos de nacionalidade italiana e austríaca que estariam na lista de passageiros a bordo do voo MH370 da Malaysia Airlines, desaparecido nesta sexta-feira, não estavam na aeronave.

Segundo as autoridades, o italiano estava viajando na Tailândia e o austríaco foi localizado em seu país natal.

Familiares buscam por notícias de passageiros no aeroporto de Pequim%2C na ChinaReuters

O pai do homem italiano disse que um passaporte de seu filho foi roubado há um ano e meio atrás, durante uma viagem na Tailândia. Walter Maraldi disse que as autoridades não lhe informaram se o passaporte roubado ou uma cópia falsificada foi usada por um passageiro a bordo da aeronave.

O pai disse que seu filho Luigi Maraldi, de 37 anos, ligou para seus pais da Tailândia para afirmar que estava bem depois de ouvir notícias de que um italiano com o seu nome estava a bordo do avião desaparecido.

Aviões da força aérea localizaram pelo menos duas grandes manchas de óleo perto de onde o Boeing 777 desapareceuReuters

O porta-voz do Ministério do Exterior da Austria, Martin Weiss, informou que o austríaco listado na relação dos passageiros do voo desaparecido foi roubado há dois anos na Tailândia. Weiss não confirmou a identidade do viajante austríaco. "Não temos informações sobre quem poderia ter roubado o passaporte", disse Weiss.

Autoridades que investigam as possíveis causas do acidente agora tentam descobrir quem são os passageiros que teriam embarcado com os documentos que poderiam ter sido roubados.

Aeronave desaparecida

O avião da Malaysia Airlines, que voava para Pequim, desapareceu com 239 pessoas a bordo no caminho entre a Malásia e o Vietnã, no Mar do Sul da China. A companhia aérea informou em um comunicado que o vôo MH370 desapareceu às 02:40 de sábado (15:40 de sexta-feira, em Brasília) depois de sair de Kuala Lumpur. Esperava-se que ele pousasse em Pequim às 06:30 (19:30 em Brasília).

Os países da região deixaram as disputas territoriais em torno do Mar do Sul da China de lado e estão promovendo um esforço conjunto para localizar os desaparecidos. Malásia, Vietnã, Filipinas, Singapura e China enviaram aviões e navios em busca do Boeing 777. Segundo o governo da Malásia, os Estados Unidos vão mandar aviões.

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