Iraniano comprou passagens dos viajantes com passaportes roubados, diz 'CNN'

Autoridades malaias investigam para descobrir a identidade dos passageiros que embarcaram com documentos falsos

Por O Dia

Washington - Um cidadão iraniano sob o nome de Kazem Ali comprou as passagens dos dois passageiros do voo 370 da Malaysia Airlines que viajavam com passaportes roubados, informou neste segunda-feira a rede de televisão americana "CNN".

Segundo fontes da polícia tailandesa citadas pelo canal, Ali explicou que reservou as passagens para dois amigos que desejavam retornar à Europa. As passagens foram pagas com dinheiro, embora não esteja claro quem se encarregou de arcar finalmente com o preço, se foi o próprio Ali ou um intermediário.

As autoridades malaias, com ajuda do Birô Federal de Investigação dos Estados Unidos (FBI), estão revisando as imagens de câmeras de segurança para esclarecer a identidade dos dois passageiros que levavam os documentos de viagem roubados. Até o momento, na lista de passageiros aparecem o nome do italiano Luigi Maraldi, de 37 anos, e o austríaco Christian Kozel, de 30. 

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Ambos tiveram seus passaportes furtados na Tailândia e não estavam a bordo do avião. As passagens destes dois homens tinham como origem Kuala Lumpur (Malásia) e destino Amsterdã (Holanda), com uma escala em Pequim. Posteriormente, Maraldi tinha como destino final Copenhague (Dinamarca) e Kozel Frankfurt (Alemanha).

As autoridades malaias de aviação civil revisaram as imagens de segurança do aeroporto e detalharam que as duas pessoas que voaram sob essas identidades não tinham aparência asiática e poderiam ser negras. Os agentes do FBI deslocados a Kuala Lumpur estão revisando também as imagens dos dois passageiros para confirmar sua identidade.

Até o momento, os investigadores indicam que os passaportes em sinão provam que o desaparecimento em pleno voo do Boeing 777-200 com 239 pessoas a bordo se deva a um atentado terrorista.

O grande mercado negro de documentos de identidade falsos na Tailândia é bastante conhecido pelas autoridades policiais tailandesas e pela Interpol. Estes documentos falsos são utilizados entre outras coisas para o tráfico de pessoas.

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