Pai de atirador que matou 20 crianças gostaria que filho não tivesse nascido

Assassinatos na escola Sandy Hook chocaram os EUA e o mundo. Jovem matou a mãe e cometeu suicídio

Por O Dia

Estados Unidos - O pai do jovem atirador que cometeu suicídio após matar a mãe, 20 crianças e seis funcionárias na escola Sandy Hook, em Connectict, nos EUA, em 2012, falou sobre o episódio pela primeira vez. Peter Lanza disse que gostaria que o filho não tivesse nascido. Ele contou que Adam, de 20 anos, passou a vida inteira com problemas causados por uma doença mental e que acredita que o filho sofria de esquizofrenia não diagnosticada. Os assassinatos foram cometidos próximo ao Natal em um episódio que chocou os Estados Unidos e o mundo.

Adam brincando com armas quando bebêDivulgação

"Não há como se sentir pior, me 'debato' com o fato dele ser meu filho", contou em entrevista ao The New Yorker. Lanza se divorciou da mãe de Adam em 2009 e diz que não via o filho há dois anos antes do tiroteio. "Quero que as pessoas temam o fato de que isso pode acontecer com elas", completou o pai de Adam. "Sei que ele teria me matado num piscar de olhos, se tivesse a chance", disse Lanza sobre o filho.

Segundo lanza, Adam escreveu uma história sobre uma idosa que comete uma série de assassinatos. "Gosto de machucar pessoas, especialmente crianças", diz uma das personagens do conto. De acordo com investigações, Adam só falava com a mãe, Nancy Lanza, de 52 anos, por email e se recusava a deixá-la entrar em seu quarto.

O pai admitiu que o filho nunca foi normal e que tinha um comportamento social estranho. Ele conta que Adam era ansioso, não conseguia se concentrar e sofria de insônia. "Era claro que havia algo errado", disse. Após levar o filho em consultas psiquiátricas, Adam foi diagnosticado com Síndrome de Asperger - uma alta forma de autismo. Após ter uma reação contra o medicamento inicialmente prescrito pelo médico, o jovem se recusou a usar outra medicação, piorando seu quadro. Lanza diz acreditar que o diagnóstico de Asperger escondia o verdadeiro problema de Adam: esquizofrenia.

Desde os assassinatos, Lanza têm recebido chocolates, ursos de pelúcia e cartas com histórias como "Meu primeiro Natal no céu" de desconhecidos. Ele conta que não consegue jogar nehum dos itens fora e sempre alerta a atual esposa de que os chocolates podem estar envenenados.

Lanza se mostra totalmente realista a respeito dos "estragos" produzidos por seu filho.'Não há como chorar pelo menino que ele um dia foi. Você não pode enganar a si mesmo", disse à revista. Ele disse sonhar com o filho todas as noites e tentar "voltar no tempo" par descobrir o motivo de Adam ter matado todas aquelas pessoas e a si próprio.

Adam frequentou a escola Sandy Hook até ser diagnosticado com um distúrbio e precisar de terapia. Segundo o pai, ele tinha dificuldades para entender emoções básicas da natureza humana. "Até mesmo expressões facias no espelho", disse.

Adam e o pai, Peter Lanza. 'Não há como se sentir pior', disse Lanza sobre o filhoReprodução Internet


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