Por bferreira

Venezuela - Mais duas pessoas foram mortas devido aos protestos contra o governo nas ruas da Venezuela: um líder estudantil e uma cidadã chilena foram baleados, entre as noites de domingo e ontem. O presidente, Nicolás Maduro, cancelou viagem ao Chile para a posse da colega Michelle Bachelet na presidência daquele país. Já são pelo menos 23 os óbitos em cinco semanas de manifestações.

A presidenta Dilma Rousseff disse ontem que a reunião da União de Nações Sul-Americanas (Unasul), hoje, no Chile, criará comissão para debater a crise na Venezuela. Ela destacou que o Brasil é a favor da manutenção da ordem democrática na Venezuela e comparou a situação no país com a destituição do ex-presidente paraguaio Fernando Lugo, em 2012. O encontro será entre os doze chanceleres dos países que compõem o bloco e não será cancelada com a ausência de Maduro.

O estudante Daniel Tinoco, 24 anos, foi baleado no peito numa rua da cidade de San Cristóbal, no estado de Táchira, durante confrontos com policiais. O prefeito local, Daniel Ceballos, que é de oposição, escreveu no Twitter que paramilitares armados aliados ao governo, conhecidos como ‘coletivos’, tinham lutado com manifestantes, junto com a Guarda Nacional.

Na cidade de Mérida, a chilena Giselle Rubilar, 47 anos, foi morta a tiros ao limpar uma barricada colocada numa rua por manifestantes antigoverno. Foi a primeira morte de um estrangeiro nos conflitos na Venezuela. Giselle era estudante no país. Um das táticas de protestos dos opositores tem sido armar barricadas para impedir o trânsito. Segundo o Ministério Público da Venezuela, a chilena queria apenas desobstruir uma rua perto de sua residência.

Estudantes e militantes opositores de Nicolás Maduro estão protestando desde o mês passado, exigindo a renúncia do presidente e soluções para os problemas da alta criminalidade, inflação e escassez de produtos.

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