Por clarissa.sardenberg

Malásia - Dados de radar militar indicam que o avião da Malaysia Airlines desaparecido há quase uma semana voou deliberadamente por centenas de quilômetros fora da rota, aumentando a suspeita entre os investigadores de um ato criminoso, disseram fontes familiarizadas com a situação nesta sexta-feira.

Duas fontes afirmaram que uma aeronave não identificada --mas que os investigadores suspeitam que fosse o voo MH370-- seguiu uma rota entre dois pontos de balizamento definidos, o que sugere que estava sendo pilotada por alguém com formação em aviação. Esse aparelho foi detectado por um radar militar pela última vez na costa noroeste da Malásia.

O deslocamento da aeronave mostra que viajava na direção das ilhas Andaman, um arquipélago pertencente à Índia, entre o mar de Andaman e a baía de Bengala, segundo essas fontes. Uma terceira fonte disse que as investigações se focam cada vez mais na teoria de que alguém que sabia pilotar um avião o desviou deliberadamente da rota entre Kuala Lumpur e Pequim.

No sábado completa uma semana que o avião, um Boeing 777, desapareceu com 239 pessoas a bordo. Uma grande operação multinacional de buscas ainda não localizou nenhum vestígio do aparelho. As fontes ouvidas pela Reuters disseram que, à luz das novas informações, as buscas serão ampliadas no mar de Andaman e em outras partes do oceano Índico.

"O que podemos dizer é que estamos examinando uma sabotagem, sendo que um sequestro ainda está nas cartas", disse uma fonte, que é um agente graduado da polícia da Malásia.

As três fontes exigiram anonimato, porque não estão autorizadas a falar publicamente sobre as investigações.

O Ministério do Transporte, que oficialmente centraliza informações sobre a investigação, não atendeu aos pedidos da Reuters para se pronunciar.

Inicialmente as autoridades malaias descartaram uma sabotagem no desaparecimento do voo MH370, mas as informações obtidas indicam pela primeira vez que a hipótese criminal se tornou o principal foco.

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