Por julia.sorella

Ucrânia - Um projeto de resolução do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) declara que o referendo sobre o status da Crimeia, marcado para domingo "não pode ser validado" e insta as nações e organizações internacionais a não reconhecê-lo, de acordo com uma cópia obtida pela Reuters.

O projeto de resolução, elaborado pelos Estados Unidos, deverá ser votado no sábado e é praticamente uma certeza que será vetado pela Rússia. O governo russo, que enviou forças militares para a Crimeia, apoia o referendo sobre a transferência do controle dessa região da Ucrânia para a Rússia. O texto breve da resolução assinala que o referendo não foi feito pelo governo da Ucrânia, em Kiev.

"Esse referendo não pode ter validade e não pode formar a base de qualquer alteração do estatuto da Crimeia", diz o texto. O Conselho exorta "todos os Estados, organizações internacionais e agências especializadas a não reconhecerem qualquer alteração do estatuto da Crimeia com base nesse referendo".

O vice-chanceler russo, Gennady Gatilov, disse na sexta-feira que a resolução é "inaceitável", segundo a agência russa de notícias Interfax.

"A principal coisa é que este projeto de resolução contém um chamado à rejeição dos resultados do referendo na Crimeia. Por essa razão, naturalmente, tal resolução é inaceitável para nós", declarou Gatilov, de acordo com a Interfax. A Rússia é um dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança, os quais têm direito a veto.

Vários diplomatas ocidentais disseram que sua esperança é que a China, que se uniu à Rússia no veto a três resoluções do Conselho sobre a Síria desde 2011, desta vez se distancie de Moscou e se abstenha. Isso iria isolar ainda mais a Rússia.

A China expressou apoio à soberania e integridade territorial da Ucrânia durante as sessões do Conselho de Segurança sobre a crise, embora diplomatas tenham dito que não está inteiramente certo que Pequim irá se distanciar da Rússia na questão da Ucrânia.

A Rússia tem fortes ligações históricas com a Ucrânia e, especialmente, com a Crimeia. O país começou a tomada da região no final de fevereiro, após a destituição do presidente ucraniano, Viktor Yanukovich, em 22 de fevereiro.

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