Por helio.almeida

Rússia - Pesquisa boca-de-urna indica que 93% dos que participaram do referendo deste domingo votaram pela anexação da região da Crimeia à Rússia. O resultado oficial da votação será divulgado apenas na manhã desta segunda-feira. A pesquisa foi realizada pela agência russa de notícias RIA, e conduzida pelo Instituto de Pesquisa Política e Social da Crimeia.

As perguntas eram apenas duas: se a Crimeia deveria voltar a integrar o território russo ou se a região deveria adotar novamente a Constituição de 1992, quando tinha muito mais autonomia em relação à Ucrânia. O referendo não permitia à população local optar por manter a região em seu atual status.

Após votação sobre o referendo%2C começa a contagem dos votosEfe

Outra pesquisa, realizada pela agência russa Interfax, indica que a participação na votação superou 80%. O primeiro-ministro pró-Moscou da Crimeia, Serguei Axionov, afirmou à Interfax que a região passará a fazer parte da Rússia no menor prazo possível.

Sanções

Estados Unidos e União Europeia afirmaram que não reconhecerão o resultado do referendo, considerado ilegal pelas autoridades da Ucrânia. Em comunicado, a Casa Branca criticou duramente a ação do governo russo, classificando a postura de Moscou como “perigosa e desestabilizadora”.

O conselheiro da Casa Branca Dan Pfeiffer disse em uma entrevista para a emissora NBC, que os Estados Unidos apoiam o novo governo da Ucrânia, e essa relação está no topo da lista de prioridades do presidente Barack Obama. Pfeiffer também disse que se a Rússia não agir "corretamente", o país poderá sofrer sanções.

Entenda

A Crimeia foi historicamente parte da Rússia até que a União Soviética cedeu o território à Ucrânia em 1954, por decisão de Nikita Kruschev. Moscou, no entanto, manteve no porto de Sebastopol a base de sua frota no Mar Negro. A população em sua maioria fala russo e é favorável à anexação. As minorias ucraniana e tártara, que representam 37% da população, pediram o boicote do referendo.

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