Referendo não será reconhecido e EUA podem aplicar mais sanções, diz Obama

Ministros da UE concordaram em sancionar 21 russos e ucranianos pela instabilidade na Crimeia

Por O Dia

Estados Unidos - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou nesta segunda-feira que o referendo na Crimeia foi "uma clara violação" da lei ucraniana e acrescentou que seu país está "pronto" para impor mais sanções contra a Rússia se Moscou não mudar sua posição. "Estamos prontos para impor mais sanções", advertiu Obama em discurso na Casa Branca feito após o governante emitir uma ordem executiva com sanções contra sete altos funcionários do governo de Moscou e quatro cidadãos ucranianos, entre elas o presidente deposto Viktor Yanukovich.

Os ministros das Relações Exteriores da União Europeia (UE) concordaram nesta segunda-feira em sancionar 21 russos e ucranianos considerados responsáveis pela instabilidade na Crimeia. A UE decidiu restringir os vistos e congelar os bens em território comunitário destas pessoas, segundo informou pelo Twitter o ministro lituano das Relações Exteriores, Linas Linkevicius, adiantando que mais medidas serão tomadas nos próximos dias.

As sanções têm como objetivo atingir os "bens pessoais" destes "camaradas" de Putin, segundo disse um alto funcionário americano sob a condição do anonimato. Putin não está entre os afetados pela ordem executiva, pois é "altamente incomum" e "bastante extraordinário" os Estados Unidos "sancionarem o chefe do governo de outro país", argumentou o funcionário. Por outro lado, os ucranianos afetados pelas sanções incluem dois líderes separatistas da Crimeia e Yanukovich, derrubado após três meses de protestos populares. Os ativos e propriedades nos Estados Unidos dos onze indivíduos serão congelados e os americanos serão proibidos de fazer negócio com eles.

Recentemente, Obama já tinha aprovado, mediante outra ordem executiva, sanções contra funcionários e indivíduos, alguns deles russos, "responsáveis ou cúmplices na ameaça à soberania e à integridade territorial" ucraniana. Em uma conversa telefônica com Putin, Obama antecipou neste domingo que seu país e seus parceiros europeus estavam "preparados" para sancionar Moscou e alertou que os exercícios militares russos nas fronteiras da Ucrânia "somente exacerbam a tensão".



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