Soldado é morto com tiro na cabeça na Venezuela

'Ele foi mais uma vítima da violência terrorista' disse o general Padriño López

Por O Dia

Caracas - Um capitão da Guarda Nacional atingido por um tiro na cabeça durante uma manifestação na Venezuela morreu nesta segunda-feira, disseram os militares, tornando-se a 29ª vítima fatal em várias semanas de confrontos entre manifestantes e as forças de segurança.

O general Padriño López, chefe do comando operacional estratégico das Forças Armadas, disse que o capitão foi atingido na noite de domingo em uma barricada de rua montada por manifestantes na cidade de Maracay, no Estado de Aragua, na região central do país.

"Ele foi mais uma vítima da violência terrorista", declarou López no Twitter, pedindo o fim dos confrontos.

"Nossas Forças Armadas não reprimem manifestações pacíficas, protegem-as... muito mais sangue venezuelano teria sido derramado se não fosse pelas ações responsáveis de nossa Guarda Nacional".

Há seis semanas estudantes e líderes da oposição linha-dura vêm convocando protestos nas ruas contra o presidente Nicolás Maduro e seu governo socialista. Os manifestantes exigem mudança política e o fim da inflação alta, da falta de alimentos básicos e de uma das piores taxas de criminalidade do mundo.

Os protestos, entretanto, não parecem capazes de derrubar Maduro, um ex-motorista de ônibus, de 51 anos, que venceu a eleição de abril de 2013 e substituiu seu falecido amigo e mentor Hugo Chávez.

As Forças Armadas aparentam apoiar Maduro, e o número de manifestantes é bem menor do que nos protestos de uma década atrás que derrubaram Chávez, ainda que brevemente. Agora, os líderes da oposição estão profundamente divididos sobre os confrontos atuais.

Durante o dia, milhares de apoiadores da oposição vêm protestando pacificamente. De noite surgem grupos de mascarados, especialmente no abastado sul de Caracas, para bater de frente com a tropa de choque e a Guarda Nacional.

Tropas assumem praça

No domingo, em Caracas, soldados da Guarda Nacional dispararam gás lacrimogêneo e canhões de água para dispersar manifestantes antigoverno de Plaza Altamira, uma praça no leste rico da capital que se tornou o local de embates violentos diários e acúmulo de destroços.

Manifestantes durante protesto na praça de Altamira%2C em Caracas%2C neste domingoReuters

"Há um mês isto é objeto de terrorismo e vandalismo," disse a Ministra da Informação, Delcy Rodríguez, à TV estatal na praça. "Hoje é um território de paz".

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