Por bferreira

Rio - Um ano depois de se submeter a cirurgia de redução de estômago, </DC>o paciente pode passar a gastar até 60% a menos em remédios. Isto porque diabetes, hipertensão e deficiências articulares, muito comuns em obesos mórbidos, diminuem ou desaparecem com a perda de peso. Segundo estudo feito pela seguradora Orizon, a economia anual chega, em média, a R$ 755 no tratamento do diabetes, e R$ 522 no controle do colesterol.

O coordenador do Programa de Cirurgia Bariátrica do Governo do Estado do Rio, Cid Pitombo, confirma essa realidade. “Depois da operação, chega a 90% o percentual de diminuição dos casos de diabetes, hipertensão e problemas sexuais.”

Desde dezembro de 2010,o programa, no Hospital Estadual Carlos Chagas (HECC), já operou 735 pacientes, todos com resultados positivos. Segundo Pitombo, a técnica usada é a videolaparoscopia, menos invasiva.

Ele explica que o estômago diminui, e o ‘hormônio da fome’ é produzido com menos intensidade, o que ajuda o paciente a comer menos. O médico garante que os operados voltam às suas atividades em 15 dias.

Quem sofre com a doença e pensa em fazer o procedimento deve procurar uma unidade de saúde pública e passar por uma consulta. Os postos de assistência básica enviam os nomes à Central de Regulação do Estado. A partir daí, o HECC entra em contato com os pacientes para marcar uma avaliação.

A Organização Mundial da Saúde aconselha a cirurgia bariátrica para maiores de 18 anos com IMC acima de 35 Kg/m² e que sofrem com de outras doenças, e para pacientes com IMC maior que 40 Kg/m². O Sistema Único de Saúde (SUS) gasta em torno de R$ 47 bilhões anuais com problemas relacionados ao sobrepeso e à obesidade, segundo levantamento da Uerj de 2012.

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