Por julia.sorella

Kiev - Um integrante das Forças Armadas da Ucrânia foi morto nesta terça-feira em uma base ucraniana que sofreu um ataque na principal cidade da Crimeia, Simferopol, a primeira morte resultante de um confronto militar na península desde que a região foi controlada pelos russos três semanas atrás.

Assim que a notícia da morte do funcionário, pelas mãos de agressores desconhecidos, se espalhou, o primeiro-ministro ucraniano, pró-Ocidente, denunciou o fato como um "crime de guerra" e pediu conversas internacionais para evitar uma escalada do conflito.

O presidente interino da Ucrânia disse que a Rússia está anexando a Crimeia de forma semelhante à tomada nazista da Áustria e dos sudetos, na ex-Tchecoslováquia, na Segunda Guerra Mundial.

O primeiro-ministro do governo da Ucrânia, Arseniy YatseniukEfe

Duas forças políticas proeminentes que participaram dos três meses de manifestações que levaram à queda do presidente Viktor Yanukovich, apoiado por Moscou, pediram à Ucrânia que corte seus laços diplomáticos com a Rússia.

O porta-voz dos militares ucranianos Vladislav Seleznyov, que falou com a Reuters por telefone da Crimeia, disse que um membro das Forças Armadas da base de Simferopol morreu em decorrência dos ferimentos. Um segundo homem, um capitão, ficou ferido.

Seleznyov afirmou que o funcionário morto era responsável pela supervisão de uma frota de veículos na base, e que os agressores disseram aos funcionários ucranianos que estavam presos e que seus documentos foram confiscados.

Não ficou claro, disse Seleznyov, quem arquitetou o ataque. Ele descreveu os agressores como "forças desconhecidas, plenamente equipadas e com os rostos encobertos".

O povo da Crimea, sede de Frota Russa do Mar Negro, votou majoritariamente a favor da anexação à Rússia no referendo do final de semana, e um tratado para incorporar a região foi assinado em Moscou nesta terça-feira. A Ucrânia, a União Europeia e os Estados Unidos criticaram o referendo e classificaram a anexação de ilegal.

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