Por clarissa.sardenberg

Estados Unidos - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, descartou nesta quarta-feira qualquer ação militar de seu país na crise da Ucrânia após a anexação da península da Crimeia à Rússia e apostou mais uma vez na diplomacia como solução ao conflito.

"Não vamos fazer uma incursão militar na Ucrânia. Acho que inclusive os ucranianos reconhecerão que enfrentar-nos militarmente com a Rússia não seria apropriado para nós e também não seria bom para a Ucrânia", disse Obama em uma entrevista à filial da NBC em San Diego.

"Há um caminho melhor. O que estamos fazendo é mobilizar todos nossos recursos diplomáticos para assegurar-nos que temos uma coalizão internacional forte que envia uma mensagem clara, que a Ucrânia deve decidir seu destino", explicou.

O líder americano considerou, além disso, que a atuação do presidente russo, Vladimir Putin, nesta crise mostra "fraqueza" e não "força", depois que interviu militarmente e anexou a Crimeia após o referendo do domingo passado que não tem reconhecimento internacional.

Segundo Obama, Putin "não está confortável" com o fato de os países que foram membros da União Soviética se aproximarem das potências ocidentais.

Em outra entrevista, para a filial da "NBC" em St. Louis, Obama ressaltou também hoje que "ninguém quer" que os Estados Unidos "desencadeiem uma guerra real com a Rússia".

Neste ponto, "uma das coisas mais importantes" que, segundo Obama, seu país pode fazer nesta crise é fornecer ajuda econômica a uma Ucrânia que vive uma dupla crise, "política e econômica".

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