Por clarissa.sardenberg

Egito - Duas pessoas morreram durante os protestos realizados por islamitas nesta quarta-feira no Egito, segundo a contagem oficial de vítimas divulgada nesta quinta, embora para a Irmandade Muçulmana o número de vítimas fatais seja de 10. O porta-voz do departamento de Emergências do Ministério da Saúde egípcio, Khaled al-Khatib, informou que até o momento as autoridades registraram dois mortos e 39 feridos. As vítimas fatais foram registradas nos enfrentamentos entre manifestantes e policiais no Cairo e na cidade de Beni Suef, a 110 quilômetros ao sul da capital.

Os números oficiais contrastam com o divulgado nas últimas horas pela Irmandade Muçulmana em seu site, no qual a organização indica que dez pessoas morreram nas "mãos das milícias do golpe", como o grupo se refere às forças de segurança. A Irmandade Muçulmana disse que três das vítimas morreram baleadas nos protestos convocados no distrito de Heluan, no Cairo, onde a polícia empregou gás lacrimogêneo e balas de chumbo para dispersar as manifestações.

Segundo a Irmandade, dois jovens morreram em Beni Suef, um deles um adolescente de 13 anos; dois na universidade de Al Fayum, um na zona cairota de Al Masken, e outro na cidade mediterrânea de Alexandria. A décima vítima fatal seria um dos fundadores do movimento Azariyun contra o Golpe, identificado como Mohammed Yassin, membro da universidade de Al-Azhar, no Cairo. Além disso, centenas de pessoas foram detidas durante os últimos meses nos protestos, acrescentou a Irmandade em seu comunicado.

Os protestos foram convocados pela Aliança de Defesa da Legitimidade, que agrupa a Irmandade e outros partidários do presidente deposto islamita Mohammed Mursi. O dia de ontem marcou o início de uma "nova onda revolucionária" que durará onze dias, segundo a coalizão, para marcar o terceiro aniversário do referendo realizado em 20 de março de 2011 sobre a emenda constitucional elaborada pela cúpula militar após a rebelião que depôs Hosni Mubarak.

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