EUA espionaram servidores de empresa chinesa, diz jornal

Segundo o jornal 'The New York Times', Washington sempre considerou a empresa como uma ameaça para a segurança

Por O Dia

Nova York - A Agência Nacional de Inteligência (NSA) dos Estados Unidos teve acesso aos servidores da gigante tecnológica chinesa Huawei. Segundo o jornal "The New York Times", a capital Washington sempre considerou a empresa como uma ameaça para a segurança.

A informação, publicada na edição digital do jornal deste sábado, cita como fonte documentos facilitados pelo ex-analista da CIA Edward Snowden. Segundo a publicação, a NSA penetrou nos servidores da Huawei em sua sede de Shenzhen, na China, obtendo informações sobre as operações da empresa e controlando as comunicações de seus diretores.

Presidente Barack ObamaEfe


Um dos objetivos da operação, batizada de "Shotgiant", era tentar localizar possíveis vínculos entre a Huawei e o Exército Popular de Libertação, segundo um documento datado em 2010. Os planos, no entanto, iam além e passavam também por explorar a tecnologia da empresa para poder controlar comunicações em seus aparatos exportados a outros países, afirma o "The New York Times".

"Muitos de nossos objetivos se comunicam com produtos produzidos pela Huawei", assinala o documento da NSA citado pelo jornal, que acrescenta: "Queremos assegurar que sabemos como explorar estes produtos" para "conseguir acesso às redes de interesse".

Nos últimos anos, os EUA acusaram em várias ocasiões a China de atos de ciberespionagem e roubo de dados de empresas do país. Além disso, as autoridades americanas trataram de frear a
expansão da Huawei e outras empresas chinesas em seu território, alegando que ameaçam a segurança nacional.

Assim assinalava um relatório do Congresso aprovado em 2012, que recomendava ao governo não utilizar produtos da companhia e pedia às empresas americanas não se associar com ela ao considerar que poderia oferecer uma porta à espionagem chinesa. O movimento produziu então um forte conflito entre Washington e Pequim.

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