Presidente deposto pede que todas as regiões da Ucrânia realizem referendos

'Convoco cada cidadão sensato a não se deixar usar pelos impostores', afirmou Yanukovich

Por O Dia

Ucrânia - O presidente deposto da Ucrânia, Viktor Yanukovich, pediu nesta sexta-feira aos ucranianos que exijam a realização de referendos em cada uma das regiões do país para determinar seu status. "Como presidente, meus pensamentos e coração estão com vocês, e convoco cada cidadão sensato da Ucrânia a não se deixar usar pelos impostores. Peçam referendos para determinar o status de cada região da Ucrânia", disse em mensagem reproduzida pela agência russa Itar-Tass.

Presidente deposto da Ucrânia Viktor YanukovichReuters

Yanukovich, que está refugiado no sul da Rússia desde sua cassação em 22 de fevereiro e que continua a se considerar o presidente legítimo, acredita que as eleições presidenciais de 25 de maio não solucionarão os problemas do país. "Só um referendo nacional, e não eleições presidenciais antecipadas, podem estabilizar a situação política e conservar a soberania e a integridade territorial do estado ucraniano", disse.

Ele ressaltou que, como as novas autoridades são ilegítimas e que as reformas legislativas são anticonstitucionais, "já se podem descartar eleições presidenciais limpas, seja quando for". "Os autoproclamados não contam com o mandato de confiança do povo ucraniano e não podem privar cada cidadão da Ucrânia do direito ao voto", disse.

Além disso, Yanukovich insistiu na aplicação dos acordos assinados com os líderes opositores na presença de mediadores europeus e russos em 21 de fevereiro, que contemplava entre outras coisas a formação de um governo de união nacional.

"Farei todo o possível para o cumprimento legal do acordo de 21 de fevereiro e para que esta farsa seja completamente desmontada e os culpados da desintegração do Estado recebam uma merecida punição", disse.

Yanukovich também defendeu as decisões de rejeitar as condições impostas pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) para resgatar a economia nacional e de pedir uma pausa à União Europeia antes da assinatura de um Acordo de Associação. "Aumento da tarifa do gás em 50%, congelamento de salários, redução da previdência e outros benefícios sociais teriam condenado o povo à miséria. Como presidente e como patriota não podia aceitar essas condições", assinalou. Além disso, pediu à sua legenda, o Partido das Regiões, que o substituam do cargo de presidente e que cancelem sua filiação.

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