Por clarissa.sardenberg

Grécia - Um carro-bomba explodiu nesta quinta-feira em frente ao Banco da Grécia, no centro de Atenas, sem causar vítimas, mas deixando numerosos danos materiais.Segundo a polícia, a explosão aconteceu às 5h55 locais e foi precedida por um telefonema de alerta ao site de notícias Zougla.gr, no qual um desconhecido avisou que um artefacto seria detonado 45 minutos depois.

De acordo com as primeiras investigações, o carro estava carregado com 75 quilos de explosivos que causaram graves danos em edifícios e lojas nas imediações. A explosão foi tão potente que pôde ser ouvida em todo o centro da capital.

A polícia isolou toda a área, situada a poucos metros da Praça Syntagma, onde está situado o Parlamento grego, e especialistas estão já a analisar as câmaras de segurança.

Explosão do carro-bomba foi tão potente que pôde ser ouvida em todo o centro da capital gregaEFE

O carro estava estacionado num lugar estritamente proibido e numa área considerada como uma das mais vigiadas de Atenas, por abrigar uma série de órgãos públicos, empresas e bancos.

O veículo, um Nissan Sunny, ficou praticamente destruído e, segundo informações que foram dadas pela polícia à imprensa local, que não foram confirmadas oficialmente, o carro tinha sido roubado no último dia 6.

Testemunhas citadas pela imprensa garantiram ter visto uma ou duas pessoas a estacionar um veículo em frente ao Banco da Grécia para, em seguida, deixar o local de moto.

O edifício abriga uma série de serviços do Banco da Grécia e escritórios dos representantes da troika de credores (Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional).

"O aparente objetivo dos autores é mudar a ordem do dia. Não permitiremos que os terroristas alcancem o seu objetivo", disse o porta-voz do governo, Simos Kedikoglu, numa primeira reação no programa matutino do canal privado "Skai".

A explosão acontece no mesmo dia em que a Grécia deve retornar ao mercado internacional de títulos, após quatro anos de ausência, com a emissão de bónus do Estado no valor de 2,5 biliões de euros, uma operação com a qual o governo do conservador Antonis Samaras quer dar o primeiro sinal de que o país está a recuperar e a ficar menos dependente da troika de credores.

Também ocorre um dia antes da visita da chanceler alemã, Angela Merkel, de quem se espera o apoio ao processo de reformas da Grécia e uma mensagem indireta de apoio a Samaras nas próximas eleições europeias.

Desde a explosão da crise, há seis anos, aconteceram vários incidentes violentos na Grécia, mas nenhum envolvendo a explosão de um carro-bomba.

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