Por clarissa.sardenberg

Estados Unidos - O suspeito de matar três pessoas em duas entidades judaicas incluindo um adolescente de 14 anos, em Kansas City, nos Estados Unidos, está detido por homicídio doloso e deve comparecer na tarde desta segunda-feira em tribunal. Segundo a polícia, ainda é cedo para determinar se os assassinatos ocorridos neste domingo foram motivados por antissemitismo, mas o autor dos disparos foi membro de um diretório do grupo racista Ku Klux Klan na Carolina do Norte, segundo ativistas. Ele foi identificado pelas autoridades como Frazier Glenn Cross, de 73 anos.

De acordo com informações da ONG Centro Jurídico Sulista para a Pobreza, o homem foi identificado como Frazier Glenn Miller, antissemita convicto que já foi um "grão-dragão" dos Cavaleiros das Carolinas, um braço da Ku Klux Klan.

"Sabemos que foi um maligno ato de violência. Obviamente, com duas entidades judaicas, pode-se supor isso", disse o chefe de polícia de Overland Park, John Douglass, em entrevista coletiva.

Atirador atacou dois centros judaicos nos EUA. Ele seria ex-líder de braço do grupo racista Ku Klux KlanReuters

Os ataques começaram por volta das 13h no Centro Comunitário Judaico da Região Metropolitana de Kansas City, em Overland Park, no Kansas. Dois homens foram baleados no estacionamento em frente ao local, sendo que um deles morreu na hora, e outro mais tarde, num hospital, segundo a polícia.

O agressor então percorreu cerca de 1,5 quilômetro até um local chamado Village Shalom, que oferece abrigo e atendimento a idosos, e lá matou uma mulher, segundo Douglass.

?As duas primeiras vítimas foram identificadas com sendo Reat Griffin Underwood, de 14 anos, aluno do primeiro ano do ensino médio, e seu avô, William Corporon, segundo nota divulgada por um familiar. Ambos eram metodistas.

Segundo a polícia, o autor dos disparos usou uma pistola de caça e possivelmente outros tipos de armas, e duas outras pessoas foram alvejadas, mas não chegaram a ser atingidas.

O suspeito foi detido no estacionamento de uma escola primária próxima, segundo Douglass. Segundo diversas testemunhas, o homem gritou 'Heil Hitler' enquanto era levado pela polícia.

O presidente dos EUA, Barack Obama, expressou pesar pelo incidente. "Embora não saibamos todos os detalhes, os relatos iniciais são arrasadores", disse em nota.

Cerca de 20 mil judeus vivem na região de Kansas City.

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