Por clarissa.sardenberg

Coreia do Sul - A promotoria da Coreia do Sul pediu nesta sexta-feira a prisão do capitão e dois membros da tripulação da balsa "Sewol", que naufragou nesta quarta-feira, por supostamente terem abandonado o barco ser assegurar a segurança dos passageiros. Os promotores acreditam que tanto o capitão, Lee Jun-seok, como os dois tripulantes infringiram a lei ao serem evacuados no início do resgate, sem levar em conta a segurança da maioria dos 475 passageiros a bordo.

Um tribunal local deverá realizar uma audiência nas próximas 48 horas para decidir se emitirá a ordem de detenção, informou a agência local "Yonhap.". Um dos tripulantes que pode ser preso é a terceira oficial, identificada por seu sobrenome, Park, que segundo as investigações estava no comando do timão no momento do acidente.

Capitão do Sewol apareceu diante das câmeras com o rosto coberto após naufrágio na Coreia do Sul Reuters

O fato do capitão ter passado a direção para a terceira oficial também violaria as normas marítimas, que determinam que apenas primeiros e segundos oficiais devem pilotar embarcações de mais de três mil toneladas (o "Sewol" tem 6.800).

Uma hipótese é de que a balsa mudou a rota traçada pelo governo e realizou uma mudança de direção brusca, ao invés de se movimentar gradualmente, o que pode ter deslocado a carga dentro do barco e provocado o naufrágio.

O capitão também é acusado de ter ordenado os passageiros a ficarem sentados durante a meia hora inicial após a colisão, segundo testemunhas de sobreviventes, o que teria atrasado a evacuação e impedido que mais pessoas fossem salvas. Enquanto continuam os trabalhos de resgate, os dados oficiais contabilizam 179 pessoas resgatadas com vida, 28 mortos confirmados e 268 desaparecidos, a maioria jovens estudantes de 16 e 17 anos, que provavelmente ficaram presos dentro do navio.

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