Brasileiro sobrevive a avalanche que matou doze no Himalaia

Cearense nada sofreu e vai esperar o tempo melhorar para tentar chegar ao pico

Por O Dia

Nepal - O cearense Rosier Alexandre sobreviveu à avalanche mais letal da história do Everest, que deixou 12 mortos ontem. Durante a tragédia, ele estava no acampamento base (5.350m) desde o último dia 13 com mais 16 alpinistas. Entre os mortos, dois faziam parte de seu grupo e estavam num acampamento mais avançado na montanha mais alta do mundo (8.848 metros de altura) no momento da avalanche.

Apesar da tragédia, o cearense não se machucou, está fora de perigo e não pretende desistir de chegar ao cume do mundo. De acordo com sua assessoria de imprensa, ele vai esperar o tempo melhorar para tentar sua ascensão. De origem humilde, Rosier nasceu em Taipa, zona rural do Ceará, e trabalhou como agricultor até os 15 anos. Ele chegou a ser engraxate e vendedor de fruta antes de ganhar certa notoriedade ao se tornar o primeiro nordestino a chegar ao cume do Aconcágua (6.962m), na Argentina, a maior montanha do mundo fora da Ásia. Escalar o Everest é o único desafio que falta para completar seu projeto Sete Cumes, que consiste em chegar aos pontos mais altos de cada continente.

O deslizamento ocorreu por volta das 7h (horário local, 1h15 de Brasília) a cerca de 6.200 metros de altitude, quando aproximadamente 50 alpinistas deslocavam-se do acampamento base I para o II.

Segundo autoridades, o número de mortos pode aumentar, pois os operadores de turismo não confirmaram se há mais montanhistas desaparecidos.

A temporada de escalada de primavera começou oficialmente em março, mas os primeiros alpinistas só iniciaram em abril a subir o Everest.

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