Por paulo.gomes

Coreia do Sul - As equipes de mergulhadores que trabalham nas buscas por desaparecidos do naufrágio de uma balsa na costa da Coreia do Sul resgataram mais dez corpos neste sábado, elevando para 46 o número de vítimas oficiais.

Segundo autoridades coreanas, os corpos foram encontrados após os mergulhadores conseguirem acessar o interior da embarcação, após três dias de tentativas frustradas devido ao vento e às fortes correntes marítimas do local.

Mais de 250 pessoas, a maioria estudantes que fariam uma viagem de feriado, estão desaparecidas. Apenas 174 pessoas foram resgatadas com vida entre os cerca de 470 a bordo.

Apesar do vento, das ondas fortes e da água turva, mergulhadores continuaram as buscas por centenas de pessoas. A Guarda Costeira, a Marinha e alguns mergulhadores individuais atuam no local do acidente, a cerca de 20 quilômetros da costa sudoeste da Coreia do Sul. Antes, equipes de resgate martelaram o casco emborcado da embarcação, na esperança de receber a resposta de algum sobrevivente preso lá dentro - o que não ocorreu, segundo relato da imprensa local.

A balsa, com 475 passageiros e tripulantes, virou na quarta-feira, no trajeto entre o porto de Incheon e a ilha turística de Jeju. Viajavam na balsa 340 alunos e professores do Colégio Danwon, de Ansan, na periferia de Seul.

Embora o local do naufrágio seja relativamente raso (menos de 50 metros), ele é muito perigoso para os cerca de 150 mergulhadores. Não há explicação oficial para o naufrágio, que está sendo investigado. A balsa, fabricada há 20 anos no Japão, fazia uma rota muito percorrida, e não havia baixios ou pedras nos arredores imediatos do trajeto habitual.

Capitão preso

O capitão de uma balsa sul-coreana que naufragou, foi preso no sábado (horário local), afirmou a agência sul-coreana de notícias Yonhap. A agência revelou que o capitão Lee Joon-seok, de 69 anos, enfrenta cinco acusações, incluindo negligência do dever e violação do direito marítimo.

Investigadores disseram anteriormente que Lee não estava no comando no momento que a balsa Sewol começou a inclinar acentuadamente na quarta-feira, mas sim um subalterno.

Mandados de prisão foram emitidos nesta sexta-feira contra Lee, o oficial no comando e outro membro da tripulação por não cumprirem o dever de ajudar os passageiros.

O vice-diretor do colégio sul-coreano que acompanhou centenas de alunos na balsa cometeu suicídio, disse a polícia nesta sexta-feira, enquanto diminuíam as esperanças de encontrar vivos qualquer um dos 274 desaparecidos.

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