Bradley poderá assinar como Chelsea

Justiça americana decide que soldado do caso WikiLeaks pode usar nome de mulher

Por O Dia

Kansas (EUA) - A Justiça dos Estados Unidos decidiu ontem mudar formalmente o nome do soldado condenado por vazar documentos secretos para o WikiLeaks. Agora, em vez de Bradley Edward Manning, poderá oficialmente ser chamado de Chelsea Elizabeth Manning e a ser tratado como mulher, de acordo com a decisão de um juiz do estado do Kansas.

Soldado Bradley Manning indo para o julgamentoReuters

A ex-analista de inteligência está cumprindo uma pena de 35 anos de prisão por passar 700 mil documentos considerados sigilosos do governo americano para o site WikiLeaks. Manning cumpre a sentença em uma prisão militar em Fort Leavenworth, no Kansas.

Bradley Manning vestido de mulherReuters

“Espero que a mudança de nome de hoje, apesar de ser tão importante para mim pessoalmente, possa trazer conscientização para o fato de que nós [TRANSGÊNEROS]existimos em todas as partes da América hoje, e que precisamos passar por dificuldades todos os dias apenas por sermos quem somos”, disse Chelsea Manning na nota.

A decisão abre caminho para mudanças oficiais nos registros militares de Manning, mas não obriga os militares a tratarem Manning como uma mulher. O porta-voz do Exército, George Wright, afirmou que o único impacto que a decisão tem é mudar o nome de Manning nos registros militares, mas não o seu estado de confinamento.

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