Por clarissa.sardenberg
Publicado 28/04/2014 16:15 | Atualizado 28/04/2014 16:24

Estados Unidos - O governo dos Estados Unidos anunciou nesta segunda-feira um novo rodízio de sanções "seletivas" contra pessoas e entidades russas, assim como restrições às exportações em direção à Rússia, medidas que aparecem como uma resposta ao papel de Moscou na crise da Ucrânia. Em comunicado, o porta-voz da Casa Branca informou que as sanções afetam sete funcionários governamentais, "incluindo dois membros do círculo mais estreito do presidente (Vladimir) Putin", e 17 empresas também ligadas ao líder, além de outras medidas.

O anúncio, feito durante a viagem do presidente Barack Obama pela Ásia, assinala que as sanções correspondem ao fato da Rússia não ter cumprido seus compromissos internacionais para aliviar a crise na Ucrânia. Os EUA "estão prontos para impor custos ainda mais altos" se a Rússia continuar "suas provocações" na Ucrânia, segundo Washington.

Obama na chegada às Filipinas Reuters

Além das sanções, o governo dos Estados Unidos revogou as licenças de exportação de bens de alta tecnologia que, segundo o governo americano, podem servir ao setor militar russo. Durante sua estadia em Manila, nas Filipinas, Obama já havia anunciado a aplicação de sanções adicionais contra a Rússia, indicando que estas afetariam as exportações de alta tecnologia para a indústria militar russa.

Os EUA ameaçavam aplicar esse novo rodízio de sanções há mais de dez dias, enquanto a Rússia, mesmo diante dessa possibilidade, não adotou as medidas necessárias para diminuir a tensão no leste da Ucrânia. Anteriormente, em duas ocasiões, o governo americano anunciou sanções contra funcionários russos e ucranianos, incluindo pessoas do círculo mais estreito de Putin, e contra entidades de ambos os países por seu apoio ao Kremlin na anexação da Crimeia.

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