EUA confirma primeiro caso da doença Mers; Arábia Saudita detecta outros 25

Homem está internado em Indiana e seu quadro é estável, de acordo com Centros de Controle e Prevenção de Doenças

Por O Dia

Estados Unidos - As autoridades de saúde norte-americanas confirmaram o primeiro caso da Síndrome Respiratória do Oriente Médio (Mers, na sigla em inglês) em um americano. As informações foram divulgadas neste sábado.

O homem, um profissional da saúde, acabou infectado ao voltar de viagem da Arábia Saudita. Ele está internado em estado estável, no noroeste de Indiana, de acordo com os Centros de Controle e Prevenção de Doenças e funcionários de saúde de Indiana.

A Arábia Saudita registrou mais 25 casos da Mers em um momento no qual a taxa de infectados cresce e mais dois óbitos foram contabilizados devido à doença, informou o Ministério da Saúde do país.

Nessa sexta-feira, sete pessoas foram confirmadas com Mers, seguidas por mais 18 neste sábado, o maior aumento diário já registrado. O número total de casos sauditas é de 396, com 109 mortes.

As infecções com Mers na Arábia Saudita, onde a síndrome foi descoberta há dois anos, mais do que duplicaram desde o início de abril, mas o número total de mortes tem crescido a uma taxa mais baixa.

O problema de saúde é um coronavírus como a perigosa Sars e pode causar febre, tosse, dificuldade para respirar e pneumonia. Contudo, a transmissão entre pessoas não é fácil, e a OMS (Organização Mundial da Saúde) não recomendou restrição de viagens à Arábia Saudita.

Egito informou no último dia 26 de abril seu primeiro caso de Mers. Ele foi diagnosticado em um homem que recentemente voltou de Riad, onde estava trabalhando. Descoberta dois anos atrás na Arábia Saudita, a doença continua fazendo mais vítimas pelo país: agora são 339 casos confirmados, dos quais 102 foram fatais.

Desde o início de abril, os 143 casos anunciados representam um aumento de 73% de infecções na Arábia Saudita neste mês. Os novos casos foram anunciados em dois comunicados publicados no site do Ministério da Saúde.

De acordo com o ministro da Saúde interino Adel Fakieh, três hospitais em Riad, Jidá e Dammam, na costa do Golfo, se tornaram centros especialistas no tratamento de Mers. Esses três hospitais podem acomodar 146 pacientes em tratamento intensivo, disse o ministro.

Muitos sauditas expressaram preocupação nas mídias sociais a respeito da capacidade do governo de lidar com essa epidemia, e na semana passada o rei Abdullah demitiu o ministro da Saúde.

Em Jidá, algumas pessoas estão usando máscaras e evitando concentrações de pessoas, enquanto farmácias dizem que a venda de desinfetantes para as mãos e outros produtos de higiene está crescendo.

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