Profissionais do ramo de transportes são os que têm piores índices de saúde

Motoristas têm altas taxas de colesterol, sedentarismo e pressão alta

Por O Dia

Rio - O bom funcionamento do organismo pode depender da profissão. E, no ranking dos trabalhadores com piores índices de saúde, os motoristas saem na frente, com altas taxas de colesterol, sedentarismo e pressão alta. Já do outro lado da tabela, com o corpo em dia, estão os que atuam na indústria.

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Os dados são de levantamento feito pela empresa Sulamérica Seguros, com cerca de 40 mil brasileiros, de dez áreas diferentes. Entre os 15 itens analisados — de consumo de álcool a prevenção de câncer —, o setor de transportes registrou os piores índices em oito.

O resultado tem um motivo, ou melhor, vários. Privação de sono, trabalho durante a madrugada, alimentação inadequada e distância da família são os principais. Marcia Bandini, diretora da Associação Nacional de Medicina do Trabalho, lembra ainda que os motoristas trabalham sentados por longas jornadas, o que favorece o sedentarismo e o surgimento de doenças, como hipertensão. “Nas estradas, a única oferta de alimento são comidas pesadas e gordurosas. Juntando com o estresse do trânsito, dá uma rotina pouco saudável”, aponta.

Mas para os motoristas que ficaram assustados com a pesquisa e querem mudar os hábitos, Marcia aconselha fazer pequenas refeições ao longo do dia, com frutas e barras de cereais, por exemplo, e evitar gordura. Controlar o consumo de álcool e tentar se exercitar são práticas que também ajudam. “Em vez de tomar uma cerveja no final do expediente, o motorista pode fazer uma caminhada na área de parada”, recomenda.

No quesito estresse, os profissionais do ramo administrativo e aqueles que trabalham como advogados e auditores são os campeões, segundo a pesquisa. Em ambos os grupos, cerca de 50% da população analisada relatou considerar-se moderada ou altamente estressada.

Curiosamente, os profissionais que têm maior conhecimento sobre hábitos saudáveis registraram os piores resultados em relação à prevenção do câncer. “Muitos profissionais de saúde cuidam dos outros, mas esquecem de si”, disse.

Ao contrário dos outros grupos, pessoas que trabalham nas fábricas não apresentaram baixa avaliação em nenhum índice. Isso porque, segundo a pesquisa, a área da indústria foi uma das que mais recebeu investimentos para melhorar as condições de trabalho.

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