Por julia.sorella

Bill e Melinda Gates, Bono, Desmond Tutu e outras 43 personalidades entre empresários, representantes da sociedade civil e religiosos assinaram uma carta aberta para reivindicar uma ação com recursos globais para resgatar as mais de 200 meninas sequestradas na Nigéria pela seita islâmica Boko Haram.

A carta, publicada nesta sexta-feira nos meios de comunicação nigerianos, é assinada também pelos prêmios Nobel da Paz Desmond Tutu (arcebispo sul-africano) e Mohammed Yunus (banqueiro bengalês), e pela viúva do ex-presidente da África do Sul Nelson Mandela, Graça Machel.

Na lista figuram ex-presidentes como o mexicano Ernesto Zedillo, o brasileiro Fernando Henrique Cardoso e a irlandesa Mary Robinson, assim como vários líderes católicos e muçulmanos. Magnatas dos meios de comunicação como Rupert Murdoch, fundador da "CNN", Ted Turner, e Richard Branson, do grupo Virgin, também deram respaldo à iniciativa.

Um manifestante segura cartaz durante uma passeata em apoio as meninas sequestradas na Nigéria por membros da Boko Haram%2C na Cidade do Cabo%2C África do SulReuters

A carta aberta pede às autoridades nigerianas e a comunidade internacional a mobilizar os recursos necessários para ajudar a libertar as meninas raptadas de uma escola de ensino médio no norte do país. "Em 14 de abril, mais de 200 meninas foram sequestradas em Chibok, no estado de Borno, na Nigéria. 24 dias depois, as meninas seguem desaparecidas", lamentam.

"Chamamos todos os governos locais, nacionais e regionais para que, com o apoio da comunidade internacional, dediquem sua experiência e recursos — desde as imagens por satélite aos serviços de inteligência e as cadeias de provisão das multinacionais — para nos devolver nossas meninas". #BringBackOurGirls ("Devolvam nossas meninas") é a hashtag usada nas redes sociais por um movimento que reivindica sua libertação.

O sequestro foi visto no mundo todo e países como os Estados Unidos, China, Reino Unido e França já ofereceram ajuda à Nigéria para achar e resgatar as estudantes.

Os radicais de Boko Haram lutam por impor sua interpretação da lei islâmica na Nigéria, país de maioria muçulmana no norte e predominantemente cristão no sul, e deixaram mais de 3 mil mortos na última meia década.

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