Prefeitura de Jerusalém pede que Igreja retire cartaz de boas-vindas ao papa

Organização diz que não irá remover 'nada'

Por O Dia

Israel - A prefeitura de Jerusalém exigiu à Igreja Católica na Terra Santa retirar um cartaz de boas-vindas ao papa Francisco argumentando que "viola as leis municipais", queixou-se neste domingo um porta-voz do Patriarcado Latino de Jerusalém. "A prefeitura apresentou uma reivindicação para que retiremos um cartaz que penduramos no Centro de Informação Cristã no qual se lê em três idiomas 'Bem-vindo à Terra Santa'", contou Wadie Abu Nasser, porta-voz do patriarcado e de outras instituições católicas.

Sem qualquer tipo de alegoria religiosa, o cartaz anuncia na Cidade Antiga de Jerusalém a chegada de Francisco à Terra Santa e lhe dá as boas-vindas em árabe, inglês e hebraico.

Muro da Igreja Católica de Jerusalém sendo pintado após pichações de extremistas contra a visita do papaReuters

"Não vamos retirar nada", assegurou o porta-voz, que acrescentou que também não vão "oferecer nenhuma resistência se a polícia retirar o cartaz por ordem municipal". Segundo Abu Nasser, que neste domingo acompanhará o patriarca latino Fouad Twal em entrevista coletiva na cidade de Haifa, abordando a histórica peregrinação do sumo pontífice no final de mês, a prefeitura da cidade alega que a colocação do cartaz "requer uma permissão especial", embora o porta-voz atribua a reivindicação a "razões políticas e não legais".

O cartaz foi colocado sobre a fachada de um edifício que pertence à Ordem Franciscana, em frente ao Museu da Torre de David, passagem diária de milhares de peregrinos judeus e cristãos em seu caminho ao Muro das Lamentações e ao Santo Sepulcro, na cidadela antiga amuralhada.

Fontes eclesiásticas disseram ao diário "Ha'aretz" que o oficial de polícia que pediu a retirada disse que havia o temor de que o cartaz causasse tensões e levasse a uma resposta por parte de judeus que se opõem à visita do pontífice. Procurado pela Efe, o escritório do porta-voz da prefeitura de Jerusalém não confirmou nem desmentiu o pedido. "Não temos a intenção de enfrentar a ninguém, o cartaz está lá e, se alguém quiser tirá-lo, não resistiremos", insistiu Abu Nasser minimizando o fato.

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