Por karilayn.areias

Rio - Os Estados Unidos consideram a colocação de uma plataforma de petróleo e várias embarcações da China em águas disputadas com o Vietnã como "provocadora", disse o secretário de Estado dos EUA, John Kerry, em conversa telefônica com o chanceler chinês.

A China alega que quase todo o Mar do Sul da China está sob sua soberania e rejeita reivindicações de parte da área pelo Vietnã, Filipinas, Taiwan, Malásia e Brunei.

"Ele (Kerry) pediu que ambos os lados procurem baixar as tensões, garantir o trajeto seguro de suas embarcações no mar e resolver a disputa por meios pacíficos, em conformidade com a lei internacional", informou o porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, Jen Psaki. 

O Ministério de Relações Exteriores chinês disse que certamente houve atitudes provocadoras no Mar do Sul da China, mas que a China não é a parte culpada e repetiu que os Estados unidos foram os responsáveis por encorajarem tal comportamento.

Colisões

A China acusou o Vietnã na quinta de provocar colisões com os seus navios no Mar do Sul da China, mas convidou o país para negociações que acabem com uma disputa amarga criada por Pequim com a instalação de uma plataforma de petróleo gigantesca em águas contestadas.

Uma autoridade do ministério das Relações Exteriores em Pequim exigiu que o Vietnã retire seus navios, após seu vizinho do sul afirmar que os navios chineses usaram canhões de água e colidiram com oito de seus navios no fim de semana perto da plataforma.

O Vietnã disse que duas das embarcações foram seriamente danificadas e seis pessoas ficaram feridas no pior revés nas relações entre as duas nações comunistas em anos.

Segundo a China, as operações de perfuração estão sendo realizadas em seu território e o país vem agindo com a "máxima moderação" no uso de canhões de água em resposta a colisões provocadas pelo Vietnã. Yi Xianliang, do ministério das Relações Exteriores, disse que a China só tinha enviado navios civis para a área enquanto Hanói enviou vários navios militares.  "O nosso objetivo, o nosso único objetivo é garantir nossas operações de perfuração normais, legais e razoáveis" , disse Yi, acrescentando que a China seria obrigada a aumentar suas medidas de segurança em resposta ao que chamou de provocações do Vietnã.

"As operações da China nas águas das ilhas de Triton e Paracel são um direito soberano da China e não têm nada a ver com o Vietnã", disse ele a repórteres em uma entrevista coletiva organizada às pressas, sobre as operações da plataforma chinesa.

Segundo os vietnamitas, a China tem cerca de 80 navios estacionados ao redor da plataforma, sete deles militares. O ministério das Relações Exteriores mostrou a jornalistas o que afirmou serem videoclipes de navios chineses colidindo com embarcações vietnamitas.

"Nós não nos importamos com o que a China diz", disse o vice-comandante da guarda costeira do Vietnã, Ngo Ngoc Thu, à Reuters na quinta. "Estamos apenas fazendo nosso trabalho, que é proteger o nosso território e soberania. Nós só enviamos navios de acordo com as leis, mas a China tem navios com mísseis em apoio a seus navios civis."

No entanto o governo vietnamita condena fortemente as perfurações na região, a primeira ação de Pequim em águas contestadas, e disse aos responsáveis, a empresa chinesa estatal de petróleo CNOOC, que eles têm de remover seus equipamentos.

O Vietnã também sugeriu que poderá mover uma ação internacional e disse que solicitou negociações com a liderança da China, mas ainda aguarda uma resposta.

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