Por leonardo.rocha

Nigéria - O grupo Boko Haram divulgou um vídeo nesta segunda-feira que mostra 130 das vítimas recitando versos do Corão. O líder do Boko Haram, Abubakar Shekau – que havia afirmado anteriormente que poderia vender as estudantes - , disse no vídeo que as jovens sequestradas não convertidas ao Islã poderiam ser trocadas por combatentes do grupo mantidos prisioneiros pelo governo.

O presidente da Nigéria%2C Goodluck Jonathan%2C à dir.%2C e o presidente do Quênia%2C Uhuru Kenyatta%2C em reunião bilateral na capital nigeriana%2C AbujaReuters


O ministro de assuntos especiais, Tanimu Turaki – que preside um grupo especial criado pelo presidente Goodluck Jonathan para chegar a um acordo com o Boko Haram –, disse ao programa da BBC Focus on Africa que se Shekau foi sincero, ele deveria então enviar representantes para se encontrar o comitê de reconciliação e negociar.

Ele afirmou que “o diálogo é uma opção chave” para levar a crise a um fim e que “um assunto dessa natureza pode ser resolvido sem violência”.

Estado de emergência

O diretor da agência de informações do governo Mike Omeri disse na segunda-feira que as autoridades usariam “qualquer tipo de ação” para libertar as vítimas, inclusive uma operação militar, com ajuda estrangeira.

Por sua vez, a agência de notícias da Nigéria informou que o presidente Goodluck Jonathan pediu nesta terça-feira ao Congresso que aprove a extensão por mais seis meses do estado de emergência no Estado de Borno – local onde as vítimas foram raptadas, no nordeste do país – e em dois outros Estados.

O governador de Borno, Kashim Shettima, disse que todas as jovens que aparecem no vídeo divulgado na segunda-feira foram identificadas como estudantes da Escola da cidade de Chibok que haviam sido sequestradas. Os familiares delas disseram que a maioria delas são cristãs.

Pressão

Enquanto isso cresce a pressão internacional sobre as autoridades da Nigéria para tomar providências a fim de resgatar as vítimas. Manifestações populares estão sendo realizadas em frente a representações nigerianas em diversos países.

Os Estados Unidos afirmaram que estão realizando voos de vigilância sobre a Nigéria para tentar encontrar as garotas desaparecidas.

Uma equipe de 30 especialistas americanos – membros do FBI (polícia federal dos Estados Unidos) da Defesa e do Departamento de Estado – está no país para auxiliar autoridades nigerianas. Uma unidade contraterrorista israelense também estaria a caminho.

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