Por julia.sorella

Moscou - Cinco homens foram condenados nesta terça-feira pelo assassinato em 2006 da jornalista investigativa e crítica do Kremlin Anna Politkovskaya, incluindo três réus que haviam sido absolvidos em um julgamento anterior.

O assassinato de Politkovskaya chamou a atenção para os riscos enfrentados pelos russos que desafiam as autoridades e aprofundou as preocupações do Ocidente com o Estado de direito no governo do presidente russo, Vladimir Putin, que estava no seu segundo mandato na época.

A absolvição em 2009 de três dos homens que foram considerados culpados de assassinato nesta terça-feira constrangeu os promotores russos e mais tarde foi anulada pelo Supremo Tribunal Federal, que ordenou um novo julgamento.

Foto da jornalista Anna Politkovskaya%2C que foi assassinada em 2006Reuters

Os réus eram três irmãos chechenos, um dos quais foi acusado de disparar contra Politkovskaya no saguão do seu apartamento de Moscou em 7 de outubro de 2006, além de um tio deles e um ex-policial.

As acusações são uma vitória para os promotores russos e o Estado, mas ativistas de direitos humanos e familiares de Politkovskaya dizem que a justiça não será feita até que aqueles que ordenaram o assassinato dela sejam identificados e condenados.

"O assassinato só será resolvido quando o nome da pessoa que ordenou for conhecido", disse a advogada da família de Politkovskaya, Anna Stavitskaya, segundo a agência de notícias RIA.

Um porta-voz do Comitê Investigativo federal, Vladimir Markin, disse que as autoridades estavam fazendo todo o possível para identificar e rastrear a pessoa por trás do assassinato, afirmaram as agências de notícias russas.

Porém, críticos do Kremlin acreditam que isso dificilmente irá adiante por causa das suspeitas de que o rastreamento dos mandantes do crime chegue muito perto do governo.

Politkovskaya, jornalista do Novaya Gazeta que tinha 48 anos quando foi assassinada a tiros ao voltar para casa depois de fazer compras, era mais conhecida por suas reportagens sobre violações dos direitos humanos na Chechênia, no Cáucaso do Norte.

Você pode gostar