Por bferreira

Colômbia - A comoção e a indignação tomaram conta dos colombianos, depois que a ministra dos Transportes, Cecilia Álvarez, afirmou que as investigações sobre o caso de ônibus que explodiu e pegou fogo, domingo, em Fundación, norte do país, apontam que o veículo circulava ilegalmente. No acidente, 32 crianças com idades entre 3 e 12 anos morreram carbonizadas, além de um adulto. O motorista, cujo nome não foi revelado, não tinha habilitação e está preso.

O ônibus não era registrado desde 2012 para prestar qualquer tipo de serviço e não tinha seguro. Testemunhas dizem que o motorista abastecia o veículo com gasolina contrabandeada quando ocorreu a explosão. Ele se entregou à polícia ontem, após saber que seria investigado. O homem transportava 52 menores de idade, acima do limite permitido para o veículo.

“Estamos de luto. Temos 32 crianças que ficaram incineradas, e outras 20 que foram enviadas a hospitais”, afirmou Luz Stella Durán, prefeita de Fundación. O grupo retornava de uma missa. Os feridos sofreram queimaduras de segundo e terceiro graus e muitos estavam em estado crítico ontem. De acordo com a prefeita, que decretou luto oficial por três dias, a identificação dos corpos será demorada.

De acordo com uma sobrevivente, de 11 anos, o motorista desceu do ônibus para abastecer e “todas as crianças estavam lá dentro”. “De repente, o ônibus começou a soltar faíscas. O motorista desceu correndo para buscar água e foi embora”. O major Eduardo Velez, coordenador do grupo que atendeu a emergência, disse que o fogo se alastrou muito rápido porque havia uma lata de gasolina dentro do ônibus.

“Todo o país está de luto”, disse o presidente Juan Manuel Santos, que viajou até Fundación. O governo vai pagar as despesas com enterros e tratamento psicológico para as famílias.

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