Por bferreira

Rio - Uma mulher pode esperar quantos anos para engravidar? A resposta não é padronizada e, por isso, um teste de ‘reserva ovariana’ pode ajudar a apontar uma saída. O exame mostra quantos óvulos ela ainda têm e, portanto, se pode adiar a maternidade sem o risco de se tornar infértil.

O exame de sangue é capaz de medir os níveis do hormônio antimülleriano, que revelam o número de óvulos. Não é possível, porém, afirmar exatamente quantos anos de vida fértil ela terá. Mas a informação sobre a reserva ovular restante é o suficiente para que o ginecologista saiba se será preciso congelar células reprodutivas para fecundação posterior, caso a mulher não queira engravidar à época da consulta.

Segundo a ginecologista Graciela Morgado, integrante da Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia, a mulher nasce com todos os óvulos que irá usar ao longo da vida, e começa a perdê-los a cada menstruação.

“Ainda na barriga da mãe, o feto já carrega cerca de 6 a 7 milhões de óvulos. No momento do nascimento, a taxa já sofre uma queda significativa, para 400 mil. Quando a menina chega à puberdade, está com 300 mil, em média”.

Gabriela recomenda que o teste de reserva ovariana seja feito aos 30 anos. Se ela quiser engravidar mais tarde, deverá congelar óvulos enquanto eles ainda forem saudáveis. “Até essa idade as células reprodutivas ainda estão jovens”, explicou.

Se a futura mamãe só quiser engravidar aos 40, por exemplo, e tiver reservado óvulos saudáveis em laboratório, poderá ter filho mais tarde. “Ela o terá sem o aumento de risco de síndromes, que cresce depois dos 35”, quando óvulos começam a apresentar defeitos. O exame é feito em laboratórios particulares, e custa de R$ 300 a R$ 700.

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