Por bferreira

Nigéria - Duas explosões deixaram pelo menos 118 pessoas mortas e 56 feridas num mercado na cidade nigeriana de Jos, no centro do país. A maioria das vítimas era de mulheres. O primeiro explosivo estava escondido num caminhão. O segundo, num micro-ônibus.

A região é palco de disputas entre grupos muçulmanos e cristãos. É também campo de ação do grupo terrorista islâmico Boko Haram, suspeito dos ataques, que sequestrou quase 300 meninas num colégio em abril. O caso gerou comoção mundial. Até hoje, 276 jovens estudantes estão desaparecidas, e o líder da organização, contrária à presença de garotas nas escolas, ameaça vendê-las como escravas.

Após a primeira explosão de ontem, equipes de socorro chegaram rapidamente ao local. Cerca de 20 minutos depois, houve a segunda, atingindo, segundo testemunhas, os socorristas que tentavam chegar às vítimas do primeiro ataque.

Criticado pela lentidão de suas ações, o presidente nigeriano, Goodluck Jonathan, condenou ontem rapidamente os atentados que, segundo ele, são “um ataque trágico contra a liberdade humana cometido por homens cruéis e diabólicos”.

Os extremistas querem transformar a Nigéria num estado islâmico. Metade da população de 170 milhões de habitantes da Nigéria é de cristãos. Em abril, duas explosões mataram mais de 120 pessoas e feriram mais de 200 em Abuja, a capital. Em Kano, ao norte, carro-bomba matou 25 pessoas na segunda-feira. Mais de 2 mil pessoas morreram este ano em ações terroristas atribuídas ao Boko Haram

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