Por bferreira

Índia - Em um país com cada vez mais casos de estupros coletivos, em que a vítima é atacada por vários homens ao mesmo tempo, um novo episódio chocou a população. Desta vez, policiais da Índia são suspeitos de envolvimento num destes crimes. O grupo de sete homens, dos quais pelo menos dois são agentes, violentou duas adolescentes, de 14 e 16 anos. Elas morreram enforcadas, e seus corpos foram encontrados pendurados numa árvore numa aldeia no estado de Uttar Pradesh.

Autoridades locais estão à procura dos suspeitos. As meninas, que são primas, foram encontradas enforcadas em uma árvore em uma aldeia no estado indiano de Uttar Pradesh. A imprensa local noticiou que elas foram mortas pelos criminosos, mas a polícia acredita que elas tenham cometido suicídio. “A hipótese de que elas tenham se enforcado é grande, mas vamos estudar todas as vertentes antes de tirar conclusões”, disse Atul Saxena, chefe da polícia da cidade de Budaun.

Como forma de protesto, parentes das garotas não haviam permitido, até a noite de ontem, que as autoridades recolhessem os corpos pendurados na árvore.

TRÊS POLICIAIS AFASTADOS

Um homem foi detido por suposto envolvimento no caso de violência sexual. Três policiais foram afastados de suas funções por se recusarem a registrar queixa de familiares sobre o desaparecimento das vítimas. De acordo com o jornal ‘Independent’, um destes policiais poderia ser envolvido diretamente no ataque.

As meninas pertencem à comunidade Dalit, uma classe inferior do sistema de castas hindu. Ativistas dizem que dalits são frequentemente vítimas de ataques sexuais e estupros e que a polícia é lenta para investigar, especialmente em áreas rurais.

Viúvo matou outra mulher

O viúvo da paquistanesa Farzana Parveen, 25, morta a pedradas por parentes esta semana, matou sua primeira esposa. Mohamad Iqbal, 45, foi denunciado pelo próprio filho, mas não cumpriu pena porque foi perdoado pelo crime. “Eu estava apaixonado por Farzana e matei minha primeira mulher por causa desse amor”, confessou. No Paquistão, a lei permite ao homicida propor indenização financeira à família da vítima para não cumprir com a pena. Agora, Iqbal promete que vai lutar para que se faça justiça no caso do apedrejamento de Farzana, morta por ter se casado com ele, e não com um ‘prometido’ pela família.

Ontem, o premiê do Paquistão, Nawaz Sharif, exigiu que a polícia explique por que não agiu durante o apedrejamento, na porta de um tribunal em Lahore.

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