Poroshenko afirma que Ucrânia e Rússia definirão passos para regular conflito

Líder ucraniano afirmou que existem 'bastantes possibilidades' de estabelecer um plano de regra pacífico entre Rússia e Ucrânia

Por O Dia

Moscou - O presidente eleito da Ucrânia, Petro Poroshenko, afirmou nesta sexta-feira que combinou com o chefe do Kremlin, Vladimir Putin, que um emissário russo viajará a Kiev para abordar os primeiros passos para regular o conflito no leste ucraniano.

"Virá à Ucrânia um representante russo com o qual discutiremos os primeiros passos para a regra da situação e o plano que eu apresentei como presidente e que contempla uma série de passos por parte da Federação Russa e outros por parte da Ucrânia", disse Poroshenko à imprensa.

Putin e Poroshenko, que antecipou que as negociações começarão no domingo, se reuniram hoje pela primeira vez desde as eleições presidenciais na Ucrânia no marco da comemoração do 70º aniversário do desembarque da Normandia, na França.

Petro Poroshenko%2Cnovo presidente da Ucrânia Reuters

O líder ucraniano, que toma posse de seu cargo amanhã, assegurou que, embora ainda seja prematuro, existem "bastantes possibilidades" de implementar o plano de regra pacífico do conflito no leste, palco de combates entre as forças governamentais e os rebeldes pró-russos.

"Decidimos não revelar, a pedido de todas as partes envolvidas nas negociações, as diferentes vias" de negociação, declarou. Por sua vez, Poroshenko expressou sua confiança em receber "em breve" o reconhecimento russo dos resultados do pleito presidencial de 25 de maio, nos quais foi vencedor.

Poroshenko se mostrou disposto a declarar uma ampla anistia paraaqueles milicianos pró-russos que não tenham cometido crimes desangue, mas descartou até agora qualquer negociação com os líderes separatistas, a quem tacha de "bandidos, terroristas e assassinos".

O presidente eleito também está disposto a tomar medidas de descentralização e reconhecer o status regional da língua russa (falada majoritariamente no sudeste), mas se opõe à federalização do país, como reivindica o Kremlin.

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