Por bferreira

Rio - Nova técnica para medir a pressão arterial já é adotada por hospitais universitários do Rio de Janeiro e de São Paulo. Chamado de tonômetro, o aparelho é usado em pacientes hipertensos e com doenças cardíacas. A novidade substitui o cateterismo, invasivo e incômodo.

O exame simples e feito em menos de uma hora consegue medir a pressão arterial central, considerada mais precisa. O aparelho, com formato de uma caneta, é encostado no punho do paciente e transmite as informações do fluxo de sangue para um computador, onde o médico tem acesso às taxas de pressão.

Segundo o cardiologista Luis Bortolotto, do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, em menos de um ano a nova técnica vai ser oferecida também em laboratórios.

Segundo Bortolotto, a medida da pressão arterial central é importante para os médicos terem um panorama detalhado de como está a saúde das artérias centrais do corpo ligadas ao coração e que, quando entupidas por placas de gordura, por exemplo, trazem riscos de enfarte.

Há diferença entre a pressão central e a pressão periférica (aferida pelo braço, na forma mais conhecida). “A periférica não reflete exatamente a pressão a que o coração está submetido”, explica, acrescentando que apesar da distância entre o pulso e o coração, a nova tecnologia do tonômetro é capaz de mensurar a pressão central.

Andreia Brandão, professora e cardiologista do Hospital Universitário Pedro Ernesto (Hupe), em Vila Isabel, esclarece que antes, medir a pressão arterial central só era possível através do cateterismo, quando pequenos canos são inseridos nos vasos sanguíneos de pernas ou braços e guiados até o coração por raios X. Procedimento requer preparação e causa incômodo ao paciente.

O tonômetro, que custa em média 10 mil dólares, já é realidade no Setor de Hipertensão do Hupe há quatro anos. A professora afirma que a novidade ajuda hipertensos de difícil tratamento. “Em alguns casos, a pressão arterial periférica está normal, mas a central está alta’’. Por isso, segundo ela, aferir as duas é essencial para diagnósticos mais eficientes.

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